É nesses momentos que a pergunta se impõe, simples e brutal: onde está o Estado? E, mais concretamente, onde está o Exército?
Escrevo isto não como comentadora de bancada, mas como advogada e cidadã. Como alguém que conhece o peso das palavras, das normas e das responsabilidades. E como alguém que sabe que, em democracia, o poder não se mede apenas pelo que está escrito, mas pelo que é feito quando a realidade deixa de caber nos comunicados oficiais.
O Exército Português não é uma entidade decorativa. Não existe apenas para desfiles, missões externas ou exercícios que ficam bem em relatórios internacionais. Existe, antes de mais, para proteger o país e as pessoas que nele vivem. E isso inclui, inevitavelmente, a resposta a catástrofes em território nacional.
Quando vemos populações isoladas, estradas intransitáveis, falhas prolongadas de comunicações e uma resposta civil claramente insuficiente, a ausência visível do Exército no terreno não é apenas estranha. É inquietante.
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Do EXPRESSO 👈👈

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