29 de abril de 2026

Diplomata-mor

Congresso  dos EUA ovaciona Carlos III, que defendeu multilateralismo, democracia e Estado de Direito, citando Dickens, Wilde e Lincoln

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O chefe de Estado britânico, que não tem poderes executivos, como todos os seus antecessores desde há séculos, fez a exaltação da democracia e da separação de poderes, recordando o mote “não há tributação sem representação”, que os Pais Fundadores dos EUA bradavam no século XVIII. Vê nele um legado do seu país e um exemplo de “tradições democráticas, jurídicas e sociais comuns”. Celebrou ainda que o Supremo Tribunal dos EUA tenha recorrido, em 160 casos, à Magna Carta — documento de 1215 pelo qual os nobres ingleses forçaram o rei João a aceitar limitações ao seu poder e a consagração de direitos, o que faz dela uma espécie de antepassada das Constituições modernas — enquanto “alicerce do princípio de que o poder executivo está sujeito a freios e contrapesos”, ou, em inglês, os famosos “checks and balances”. Um acre de terra de Runnymede, onde a Magna Carta foi assinada, foi oferecido aos EUA em sinal de amor partilhado pela liberdade.

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No Expresso 👈👈

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Durante cerca de 30 minutos, Carlos III conduziu o discurso com uma leveza pouco habitual neste tipo de ocasiões. A imprensa internacional destacou o tom quase performativo — comparando-o a um “comediante de stand-up” — e a capacidade de usar o humor britânico como ferramenta diplomática. Até Donald Trump, conhecido pelo seu estilo direto, reagiu de forma positiva, admitindo que o discurso foi “ótimo” e que ficou “com inveja”.

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