“O dinheiro ajuda à inflação do ego. Em Portugal havia essa coisa de o rico olhar para baixo, esse sentimento de casta”
Há quem, levado pelo espírito positivista, não leve muito a sério os trabalhos sobre a simbologia.
É ignorância, embora a coisa seja tão clara. Os estudos de uma sociedade não podem limitar-se à cultura material, às estruturas de parentesco e à vida quotidiana. Existem as crenças, as mentalidades, as sensibilidades, as superstições, os medos, as esperanças e os fantasmas. O imaginário não é uma coisa à parte da realidade, faz parte da realidade. Tal como os sonhos. Hoje, a sociedade, de um modo que satura, virou-se para as vantagens imediatas do materialismo e das finanças. O que às vezes é uma ilusão e só alimenta estes políticos tristes e frustes que temos de aturar, gente sem visão.
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desde o meu segundo livro, o “Não só Quem Nos Odeia”, título que aproveita um verso de Ricardo Reis e com quem eu discuto no livro, discuto sempre com alguém em todos os livros, até nos ensaios, discuto com os autores que estou a tratar... Discuto com o Goethe, com o Fausto, com o Pessoa... É um tique só meu, se quiser.


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