5 de março de 2026
Herbert George Wells
Futurista e "visionário", Wells previu o advento de aeronaves, tanques, viagens espaciais, armas nucleares, televisão por satélite e algo parecido com a World Wide Web. Afirmando que "as visões de Wells sobre o futuro permanecem insuperáveis", John Higgs, autor de Stranger Than We Can Imagine: Making Sense of the Twentieth Century, afirma que no final do século 19 Wells "viu o século vindouro mais claro do que qualquer outra pessoa.
Invisíveis
Opinião
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Estou farto desta ficção que se inventa sobre o Alentejo; esta ficção bucólica, solar e positiva que esconde os problemas sentidos pelos alentejanos reais, que não são nem os bangladeshi da fruta nem o caseiro búlgaro da herdade do lisboeta que só vai ali de mês a mês ou nem isso e que nem sabe o que é um chaparro. Estou a falar do desespero do dia-a-dia bem apanhado pela recém falecida Clara Pinto Correia (incrível como um livro com trinta anos continua actual), o desespero do trabalho sazonal, dos nem nem que se arrastam pelos cafés e tabernas, que se matam nas motas ou nas árvores com uma corda. O desespero de terem as piores escolas e uma cultura - em casa - que despreza os livros. O desespero que é ter sempre o hospital a léguas e léguas.
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ouvimos estas musiquinhas alentejanas que são postais fictícios de um Alentejo irreal, fofo e bucólico; na realidade social e política, os alentejanos enterram-se na pobreza, no suicídio, no racismo e o no radicalismo político.
A função da arte é ver o invisível, os alentejanos reais continuam invisíveis.
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Com pesar
Primeiro-ministro do Canadá afirma que "apoiará os aliados" mas "com algum pesar"
"Estamos a enfrentar ativamente o mundo como ele é, não esperando passivamente por um mundo que desejamos. Mas também assumimos essa posição com algum pesar, porque o conflito atual é mais um exemplo do fracasso da ordem internacional", disse em declarações na capital australiana, no terceiro dia da visita oficial ao país.
Muero contigo, estío (poema)
Al verte morir año tras año, estío,
contigo me voy muriendo.
Muero añorando esa luz que se despeña contra las ortigas,
bañando las mareas, desarbolando las almas ávidas de libertad.
Y ante la más que cantada senectud de una algarabía
que venía rompiendo las rutinas, de manera sibilina
comienza el tiempo como a derrumbarse,
como a disolverse,
a dispersarse como árbol que se inmola,
como amor agonizante,
como carrusel apolillado.
Muero contigo, estío;
cada año más atónito y entristecido
al verte girar hacia el abismo otoñal el cual,
aún siendo hogar y matria,
me ahoga en su intolerancia, en su mermar,
en la distancia que expandiendo se va
entre la derrota de nuestros sueños y la ambición
de un futuro que zarpa hacia lo menguante.
Mueres, estío, y yo contigo.
RIP António
4 de março de 2026
O modernismo português
Por essa altura, Almada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915, estariam ligados à Revista Orfeu e, dois anos depois, à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso morreriam jovens em 1918, um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almada, que viveria até 1970, manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parte, será numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.
Expresso 👈👈









































