No Observador
11 de março de 2026
Direcionado
Posições de navios de guerra, aeronaves e sistemas de radar dos EUA denunciados pela Rússia ao Irão
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“O Irão está a realizar ataques muito precisos contra radares de alerta precoce ou radares além do horizonte”, afirmou Dara Massicot, especialista em assuntos militares russos da Fundação Carnegie para a Paz Internacional ao “Washington Post”. “Estão a fazê-lo de forma muito direcionada, a atacar o comando e o controlo”, concluiu a especialista.
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10 de março de 2026
Guerra é cara
Primeiros ataques dos Estados Unidos ao Irão terão custado quase 5 mil milhões de euros
Estimativa apresentada ao Congresso alarmou legisladores. Com as reservas de armas a esgotar, Pentágono muda de estratégia e aposta em bombas guiadas por laser, que são mais baratas e abundantes.
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Agraciado, Cavaco Silva
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“A Europa foi sempre construída pelas pessoas. Colmatar divisões, quebrar barreiras, derrubar ditaduras e superar crises para um futuro melhor para o nosso continente. Este compromisso europeu merece ser celebrado. Com a Ordem Europeia do Mérito, honramos aqueles que não acreditaram simplesmente na Europa, mas que ajudaram a construí-la”, afirmou Metsola ao anunciar os primeiros laureados.
Clara Ferreira Alves, no Expresso
Recordemos a canção escrita por Pete Townshend, dos The Who, em que se diz, “meet the new boss, same as the old boss”. O novo patrão é igual ao velho. A canção é uma espécie de hino antirrevolução, chama-se “Não me voltam a enganar”. Aplica-se a qualquer líder supremo. Mais ou menos extremo, mais ou menos (im)permeável, mais ou menos assassinado, o novo líder supremo será igual ao velho líder supremo.
Nesta guerra, o melhor que poderia acontecer seria o Irão ficar tão diminuído na capacidade ofensiva, bombardeado dia e noite, que a guarda pretoriana, e os vários núcleos duros militares e políticos, fossem tentados a negociar uma saída. Nunca airosa, pelo menos impeditiva de maior estrago. Nunca uma capitulação, uma elaborada negociação. A estratégia do Irão é resistir até Trump hesitar, sabendo-se que Trump tem tendência a mudar a página. Uma guerra prolongada forçaria muita gente, exceto Israel, a engolir sapos e a reclamar vitórias. Não poderíamos chamar a isto diplomacia, nem o triunfo da superpotência. São contorcionismos habituais no Médio Oriente. Onde toda a gente engana toda a gente o tempo todo. Ao atacar os países do Golfo Pérsico, alvos civis e não militares, aeroportos, hotéis, centros comerciais, o Irão quer forçar a mão dos árabes sunitas. Não tardaria muito, numa guerra de meses, que conversações altamente secretas e ínvias os aproximassem num mútuo respeito e sentido de autopreservação.
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O que quer que aconteça no Irão terá graves consequências políticas e económicas no Velho Continente. Todas prejudiciais. A relação da Europa com a América é passional, nem contigo nem sem ti. Subestimar Trump, desporto favorito, seria um erro. Ele hesita e negoceia, nunca desiste. Repare-se como chegou aqui. Também na América que restará depois dele, o novo patrão será igual ao velho patrão. Meet the new boss, same as the old boss.
Christian Schad
Destacou-se na qualidade de um dos expoentes da corrente alemã "Nova Objectividade", que procurava retratar, criticamente, as realidades sociais da Alemanha durante o período da República de Weimar (1919-1933).
Confiar e desconfiar
Torre de Babel
Claro que a IA facilita imenso qualquer pesquisa. Consulto e, de seguida, tento confirmar/comparar com outras fontes diferentes. Daí, o dizer que confio e desconfio. Também me preocupa a utilização (finalidade) boa ou má que possa vir a ter. Até há tempos eu acreditava que, no ser humano, haveria sempre uma réstia de bom senso. Não imagino o mesmo na IA. Imagino que pode fugir de controlo e agir de motu proprio, o que não é tranquilizador.Recortes do Diário de Notícias
9 de março de 2026
Incursão ¿
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Segundo Trump, o ataque ao Irão foi uma ação preventiva: "Dentro de uma semana, eles ter-nos-iam atacado". O Irão tinha muitos mais misseis "do que alguém tinha pensado", disse, e iriam bombardear "todo o Médio Oriente e Israel".
"Se tivessem uma arma nuclear, tê-la-iam usado em Israel", garantiu ainda o Presidente americano, que acrescentou que os EUA estão muito adiantados em relação ao calendário previsto para a intervenção no país.
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A Trump não deve interessar uma operação de longa duração - tem eleições este ano e uma guerra longa não é bem vista pelo eleitorado americano.
Quem também tem eleições é Netanyahu e, a ele sim, importa prolongar o estado de conflito, pelas razões que ele sabe e outros julgam adivinhar.









































