28 de maio de 2026
In hoc signo vinces
Assim imaginou Raffaello
O historiador Eusébio de Cesareia, diz que Constantino, ao olhar o sol, viu uma cruz luminosa acima deste, e com ela as letras gregas (X) Chi e (P) Rho, as duas primeiras letras do nome de Cristo (ΧΡΙΣΤΟΣ), pouco antes da batalha da Ponte Mílvia contra Magêncio, em 28 de Outubro de 312.
O monograma é símbolo dos primeiros cristãos e consiste de um composto das supra citadas letras gregas.
Livros são portas
"Os livros são portas que levam você para a rua. Com eles, você aprende, viaja, sonha e multiplica a sua vida por mil".
Phanagoria e Afrodite
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Artefatos Religiosos: A mulher foi sepultada com um medalhão de prata com 7 cm de diâmetro que retrata Afrodite Urânia (a deusa do amor celestial) rodeada por dez dos doze signos do zodíaco. No mesmo túmulo, foram encontrados brincos com pingentes em forma de pomba, outro símbolo sagrado da deusa.
Wikipédia
27 de maio de 2026
Obsessão minha
Reconheço que tenho uma certa obsessão com o Presidente Trump.
Leio e oiço muitas notícias relacionadas com as suas declarações e decisões.
Mas julgo perceber o porquê ...
Ele é o Presidente eleito de uma Nação poderosa e, nos últimos tempos, tem-me causado espanto com palavras e actos que seriam, para mim, inesperados.
É, certamente, insuficiência minha, que não sei de política, nem de diplomacia e nem de governação.
Mandar bitaites
Sobre a eutanásia
Enquanto escrevo, o meu gato “Rufino” já se sentou ao lado do ecrã na sua pose geriátrica majestosa, de capataz do tempo das pirâmides, à espera que o apetite regresse para me impor a sua vontade. É assim há 14 anos. Há uns seis meses começou a emagrecer. Após testes penosos e biópsias cirúrgicas, o veterinário ditou: “Tem uma doença rara. É fatal. Não há muitos estudos, sequer. Vamos tentar acertar com cortisona. Mas altas doses de cortisona têm efeitos colaterais que acabarão por ter um preço…” Foi qualquer coisa assim. Não me lembro das palavras ipsis verbis. Tinha o destino traçado.
Ou melhor: desde então, passou para o meu lado a decisão sobre a vida e a morte do “Rufino”. Terei de ser eu a determinar o momento em que o sofrimento dele seja maior do que a sua “qualidade de vida”. É o paradoxo do consentimento, mas invertido. Não nos levanta grande problema moral a eutanásia nos animais porque não compreendem o conceito de morte, não pesam alternativas, não exprimem preferências. Aliás, são os nossos amigos que dizem: “Não sejas egoísta e não o deixes viver demais.” É uma experiência mental de quase singeriana, mas invertida: se aplicássemos aos animais as restrições que impomos à eutanásia humana — múltiplas avaliações, períodos de espera, aprovações burocráticas enquanto o animal sofre — a maioria das pessoas consideraria isso cruel. Um paradoxo da misericórdia.
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Expresso 👈👈
Direita anda amalucada
Que a direita anda amalucada estamos fartos de saber, mas a direita amalucada não pára de nos surpreender. Trump lá fora e Ventura cá dentro apoderaram-se de tal maneira das televisões, das redes e do nosso dia a dia que já é difícil fazerem mexer o ponteiro e a alucinação de Luis Montenegro/2026 a querer copiar Cavaco/1987 também não anima conversas de café. Eis senão quando, esta semana, duas novidades nos convidam a abrir a pestana. A primeira, a criação de um novo partido de direita (mais um?) defendida desta vez em setores conservadores, até ver não passa da 'bolha'. Mas a segunda chegou-nos pela voz de Pedro Passos Coelho, tem potencial popularucho e, se ainda for verdade que dois e dois são quatro, quando Passos ataca os políticos que ficam como "prostitutos sem carácter" e faz um desenho em que encaixa Montenegro (não foi direto, mas todos percebemos) está em linha com os que querem fragmentar ainda mais este lado do espectro político.
A tese do ex-primeiro-ministro é, simultaneamente, simples e brutal. Diz ele [Passos] que "quando, com medo do populismo [de Ventura], o político do mainstream [Montenegro] lhe veste a casaca para evitar que o populismo [Chega] chegue com o voto ao palácio [S. Bento], e resolve então ser mais populista do que o populista, achando ele [Montenegro] – não sendo verdadeiramente populista – que assim evita que o verdadeiro [Ventura] lá chegue, normalmente a História mostra que a coisa não funciona”.
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Há fortes probabilidades da frase “prostituto sem carácter” dirigida a um político “com comportamentos rurais” não ser uma boa ideia. Nunca se sabe se da São Caetano à Lapa não chegará a Massamá um convite para Pedro Passos Coelho aparecer no Congresso do PSD. É já em junho e bem precisa de matéria.
EXPRESSO 👈👈
O Ciclope
"a força é o direito"
com que facilidade as restrições da sociedade civilizada se degeneram
Em O Ciclope, a única peça satírica sobrevivente de Eurípides, a brutalidade é retratada como um choque filosófico entre civilização e selvageria. O monstro Polifemo personifica a ideia de que "a força é o direito", rejeitando os costumes humanos e os deuses. Eurípides usa essa brutalidade crua para satirizar o próprio conceito de civilidade ateniense em tempos de guerra.Os Temas Filosóficos da Brutalidade na Peça:
A Filosofia da Gula de Polifemo: O Ciclope representa o hedonismo desenfreado e a brutalidade. Ele rejeita as obrigações religiosas gregas (como a xenia, ou a hospitalidade para com os hóspedes), reconhecendo apenas o próprio estômago como seu deus. Sua selvageria expõe uma visão de mundo onde o apetite é a única verdade universal, equiparando a força à superioridade moral.
Os Sátiros como Carniceiros da Moralidade: O coro de Sátiros, liderado por Sileno, oferece uma perspectiva caótica e irreverente sobre a violência. Aprisionados e abusados por Polifemo, eles representam a vulnerabilidade dos seres civilizados quando submetidos a um tirano implacável. Seus esquemas desesperados e humor obsceno destacam com que facilidade as restrições da sociedade civilizada se degeneram em instintos básicos de sobrevivência sob a ameaça de força física absoluta.
A Brutalidade da Civilização: A abordagem de Ulisses (Odysseus) ao Ciclope começa com uma persuasão retórica e civilizada. No entanto, para sobreviver, Ulisses é eventualmente forçado a abandonar seus ideais gregos de diplomacia, recorrendo à astúcia, ao engano e à mesma violência crua que caracteriza o monstro. Isso esbate a linha entre o grego "civilizado" e o Ciclope "bárbaro", apresentando uma crítica cínica à justificativa da violência nos conflitos humanos.
A genialidade de Eurípides neste drama satírico reside em misturar esse terror (o canibalismo) com o tom cómico e subversivo fornecido pelo coro de sátiros liderado por Sileno. A brutalidade do Ciclope é atenuada por cenas de bebedeira, nas quais o monstro é enganado pelo vinho forte que Odiseo lhe oferece.
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WIKIPÉDIA
Pioneira - Universidade de Bolonha
Laura Bassi (1711-1778) foi uma influente física e académica italiana que se tornou a primeira mulher a ensinar oficialmente numa universidade europeia e a primeira cientista profissional da história com uma carreira assalariada. Conhecida na sua época como a "Minerva de Bolonha" devido à sua imensa sabedoria, ela quebrou barreiras institucionais de género no século XVIII e tornou-se uma das figuras mais proeminentes da ciência no período do Iluminismo.
















































