16 de junho de 2026

Curtas






 

Opina Clara Ferreira Alves

Nunca se inventou nada assim. Os políticos estão preocupados em sobreviver nas próximas 24 horas 

Passei o último ano a dialogar com modelos de LLM, dois em particular. Aquilo que chamamos inteligência artificial. Os Large Language Models estão apetrechados para gerar e compreender a linguagem humana. O que conheço pior e uso menos é o ChatGPT. Preconceito contra a figura de Sam Altman, um dos oligarcas americanos que se embrulhou numa refrega judicial com Elon Musk. Musk acusou-o de pretender transformar o LLM num modelo generativo de capital, em vez de professar uma espécie de fé ontológica nas virtudes do modelo. Temos de tomar isto com um grão de ironia.


Musk perdeu velocidade na corrida bilionária [trillionaire] para a IA e os centros de dados que são servidos por computação devoradora de energia. Musk não gosta de perder nem a feijões. Zuckerberg, que apostou tudo no futuro da Meta, o Metaverse, e da realidade virtual, enganou-se. Em vez de passarmos a usar óculos (por ele fornecidos) para viver a vida num ecrã com imagens geradas pelo Metaverse, indo passar férias numa ilha azul sem sair da poltrona, em vez de passarmos a avatares, vamos passar a ciborgues do trans-humanismo. Fundidos, o nosso cérebro com o cérebro da IA. A máquina, para simplificar. A Meta já tem a sua IA.


O facto de Zuckerberg se ter enganado e o império das redes se ter tornado obsoleto deu-me prazer. Sempre achei Zuckerberg um avatar, um ciborgue cujas invenções deram cabo da realidade. As redes sociais foram os mecanismos mais destrutivos da democracia e da personalidade de que há memória, criadores de personas em que se projetavam as vidas banais ou miseráveis de gente que bebeu no Facebook e no Instagram a gota de néctar do narcisismo.


Os LLM vão acabar por destruí-los, criativamente. É curioso ouvir dizer que a IA vai chegar. Não vai chegar. Chegou. Vai, sim, aperfeiçoar-se, e se considerarmos a evolução dos últimos anos, vai aperfeiçoar-se para além dos sonhos mais longínquos e mitológicos ou mitómanos da espécie humana. A IA está inventada. Cabe às elites e classes políticas, mal equipadas para compreender um fenómeno cientificamente opaco e que é invenção e propriedade de uma elite de cérebros que não são iguais aos outros, muitíssimo mais inteligentes e visionários, perceber como se podem preparar para tratar o fenómeno de modo a não o tornar uma ameaça pública. No mercado do trabalho, tudo será diferente. Numa sociedade capitalista de consumidores, abolir o direito ao consumo pela inexistência de emprego, substituído por superior e eficiente IA que não cobra salário nem adoece, será uma catástrofe económica e social. A China já percebeu e começou a legislar. A IA trará grandes benefícios e grandes malefícios. Trará prosperidade para uns e destituição para outros. Simplificará processos, corrigirá falhas humanas. Eliminará o desperdício e a procrastinação.

***

Artigo completo 👈👈

Gosto de ler Aramburu

 


Fernando Aramburu, escritor basco autor de 'Pátria', conversou com o Expresso na Feira do Livro sobre a sua obra centrada no País Basco e nos tempos do terrorismo da ETA. O autor, que vive na Alemanha há 41 anos por amor, destacou a importância das personagens femininas nos seus romances, influenciadas pelo convívio familiar com mulheres fortes. Aramburu abordou a transformação do País Basco após a extinção da ETA, defendendo que hoje existe maior aceitação da democracia. O escritor revelou o seu processo criativo, incluindo a regra das 50 páginas para decidir continuar um projeto, e a sua filosofia de não repetir fórmulas, mesmo após sucessos como 'Pátria'. Mostrou-se favorável à autonomia das adaptações da sua obra e elogiou autores portugueses como Eça de Queirós, considerando-o um dos maiores romancistas mundiais.

Resumo gerado por IA e editado pelo Expresso

⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️

Vou começar a ler este



Até ao ocaso


 

Visualização do blogue


Mongólia aparece pela primeira vez, creio.  👀
 

Opiniões

 No Observador 





Capas de jornais






 

15 de junho de 2026

Não é fraqueza


 

Salada russa (culinária)

 
Vai dar salada russa.

Leva maionese  e umas azeitonas. 😋

Acompanha com peixe cozido ao vapor. 



A pílula amarga

Resumo

EUA e Irão chegaram a acordo de paz mediado pelo Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Turquia. A cerimónia oficial de assinatura está marcada para 19 de junho na Suíça, com abertura imediata do Estreito de Hormuz.

Resumo gerado por IA e editado pelo Expresso.


⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️

A rampa de saída de Trump do Irão é a pílula amarga que Netanyahu já está a tomar, ministrada pelos seus diversos opositores políticos em Israel. 
 

⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️⭕️



Opinião sobre religiosidade


Filipe Alves

Diretor do Diário de Notícias

Publicado a: 09 Jun 2026

A notícia da morte da Igreja Católica continua a ser uma previsão algo exagerada. Mesmo no Ocidente secularizado, aquilo que se transforma não é a fé, mas a forma como é vivida. A era digital alterou a maneira como trabalhamos, nos relacionamos, participamos civicamente e consumimos informação; seria estranho que a espiritualidade permanecesse inalterada. Uma instituição com dois mil anos, que sobreviveu a impérios, guerras, revoluções e totalitarismos, não desaparece apenas porque o mundo descobriu novas rotinas de domingo. Adapta-se, sobrevive e reconfigura-se.

Essa transformação é visível na procura de sentido que atravessa sociedades supostamente pós-religiosas. Nos Estados Unidos, as dioceses católicas registaram, em 2026, aumentos médios de cerca de 38% no número de adultos que decidiram converter-se ao catolicismo, com algumas a atingirem máximos de duas décadas. O The New York Times descreveu recentemente este fenómeno como “um regresso inesperado ao sagrado num país que julgava ter ultrapassado a religião organizada”, sublinhando que muitos jovens procuram “um quadro moral estável num tempo de incerteza”. 


***

Curtas e variadas








 

Sem fim


 

Opinião sobre AI


A IA pode funcionar exactamente assim: um exosqueleto funcional. Útil quando amplifica uma estrutura interna já formada. Problemático quando a substitui antes de ela sequer ter tido a oportunidade de se desenvolver.

***
A ferramenta não é o problema — o momento sim

Não estou aqui para fazer o julgamento fácil. A inteligência artificial é, para muitos profissionais, uma ferramenta genuinamente extraordinária. Conheço médicos, gestores, consultores, advogados que a usam diariamente para organizar, acelerar, estruturar. Pessoas com décadas de experiência, com identidade profissional consolidada, com uma voz própria tão formada que a IA nunca a vai apagar — porque essa voz já existia muito antes da ferramenta aparecer. Para estes profissionais, a IA amplifica. Dissemina conhecimento mais rapidamente. Liberta tempo para o que exige pensamento verdadeiramente complexo. É, no melhor sentido da palavra, uma extensão de quem já são.

Mas há aqui uma condição que raramente é reconhecida com clareza: a pessoa já existia antes da ferramenta. A arquitectura cognitiva, emocional e ética estava formada. A IA entrou depois — não em vez de. É exactamente o oposto do que acontece quando uma criança de oito anos abre o computador e, antes de tentar, pergunta à máquina o que deve pensar.

***

Visualização do blogue

 





Déjà vu


Esta escultura está no Canadá e a imagem dela também já entrou neste blogue há um tempo. 

Mas voltei a revê-la e acho graça - na vida real e por perto de minha casa, há situações absolutamente idênticas.

Há hábitos sociais que, até hoje, ainda duram.

Talvez tendam a perder-se num futuro relativamente próximo, com a proliferação do "estar online".


Opiniões

 No Observador 





Capas de jornais







 

14 de junho de 2026