18 de fevereiro de 2026

Domínio


 

Epstein sabia demais

 

As ligações de poderosos e famosos a Jeffrey Epstein são faladas há anos, mas a crescente pressão para que sejam divulgados publicamente milhões de documentos, incluindo vídeos, imagens e emails pessoais, tem trazido a lume centenas de nomes com ligações, mais ou menos estreitas, ao consultor financeiro e milionário norte-americano, acusado de crimes sexuais – abuso de menores e tráfico humano – e encontrado morto na sua cela no Metropolitan Correctional Center, em Nova Iorque, em 2019, enquanto aguardava julgamento (já tinha sido condenado em 2008).

No passado fim de semana, a procuradora-geral dos Estados Unidos, chefe do Departamento de Justiça, Pam Bondi, divulgou uma lista de mais de 300 nomes de figuras públicas – políticos, aristocratas, artistas e até o Papa João Paulo II – mencionados pelo menos uma vez nos badalados Epstein Files. Entre esses nomes, encontram-se os de Jay-Z, Michael Jackson, Mick Jagger (Rolling Stones), o antigo CEO da Sony Music Tommy Mottola ou o agente Casey Wasserman, que representou artistas como SZA, Coldplay ou Chappell Roan. Ao divulgar a lista, Bondi foi criticada por não detalhar os contextos em que os nomes foram referidos.

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Quaresma começou


Para os cristãos: 
A Igreja convida os fiéis a praticar o jejum e a abstinência (especialmente na Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa), a caridade e a oração.

Parecer ovelha


 

De novo (culinária)

 É dia de fazer salada de frutas. 


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Aí está 


 

Sair a ganhar


O interesse comum de Trump e Putin é a extrema-direita nacionalista da Europa. No Irão, o regime pode manter-se, desde que colabore.


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A estrada


 

Visualização do blogue


Ao contrário do que era habitual, nos últimos tempos, este blogue tem sido lido em países de língua espanhola (castelhano) e em África. 


 

Recortes da Visão








 

Capas de jornais





 

Opiniões

 No Observador 





17 de fevereiro de 2026

É Alentejo



 

De Guimarães Rosa



“Medo, não, mas perdi a vontade de ter coragem”.

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”.

“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?”

RIP Jesse


 RIP

Clara Ferreira Alves opina



As profundezas da humana alma que o escândalo Epstein trouxe à tona são feitas de água suja e de espuma. Afinal, não é preciso muito dinheiro para corromper material e moralmente uma pessoa. Bastam uns presentes. E sexo. Mulheres, muitas mulheres, não só pubescentes, de todas as idades e nacionalidades. Bill Gates, o benfeitor da Humanidade, parece que preferia as russas, e necessitava do sábio conselho de Epstein sobre tratamento de doenças sexualmente transmissíveis. Isto enquanto estava casado, temeroso do contágio conjugal.


Murmura-se que a Rússia ataca o famoso Ocidente, esse paradigma de bons costumes e elevação civilizacional, com mulheres à solta e disponíveis para o contacto e o contrato social. A oeste nada de novo. O que é novo é o modo da corrupção, Epstein exponenciou o conceito. Corrompia e arregimentava com presentes. Não bastavam a ilha tropical e as ninfas deslizando na areia e na sala de massagens, não bastavam os banquetes romanos na mansão de Manhattan e as iguarias selecionadas com a conversação, temos a considerar os presentes. Não bastava a extensa filantropia e a rede intelectual e académica. Toda a gente aprecia presentes. Uns Rolex, carteiras Goyard, malas Prada, camisolas de caxemira e, imagine-se, roupa interior. De excelsa qualidade.


Tudo descrito no “The New York Times”.


O que levaria Epstein a mandar comprar 31 cuecas boxer e 31 camisetas de algodão, modelo Sea Island, tamanho médio, da marca suíça Zimmerli, para oferecer a Woody Allen no aniversário? Total da fatura, 9858 dólares. O homem fazia as contas, apesar da largueza.


O que mostraria a habitual lingerie de Woody Allen para levar Epstein a modificá-la ou oferecê-la? Leva-nos a pensar que ele se fartou de ver Woody Allen em cuecas, para tanta intimidade.


Temos também o probo moralista, o grande teorizador e filósofo das esquerdas planetárias, sempre citado e elogiado, o reputado académico de linguística e professor do MIT, Noam Chomsky. Chomsky e a mulher eram amigos do peito de Jeffrey Epstein, que velava pela fortuna do casal. Epstein presenteava-o com camisolas de caxemira, tamanho XXL porque o grande homem era isso mesmo, grande. E, numa fotografia que desmente os discursos de Chomsky sobre a ignorância da pedofilia e a falta de cabeça, vemos Chomsky em amena conversa com Steve Bannon, com quem manteve diálogo no sentido de ilibar Epstein e enxugar-lhe a reputação a seguir à condenação em tribunal e prisão por abuso de menores. Falta de cabeça? Não, corrupção e amor ao dinheiro. Exit Noam Chomsky.


O pormenor da camisola de caxemira, uma para ele a outra para a mulher, é delicioso. E, para Stephen K. Bannon, vulgo Steve, esse arauto da classe operária, esse inventor do movimento MAGA, cuja corrupção já era conhecida por causa do dinheiro que embolsou das doações para o Muro, o muro da fronteira com o México para quem estiver recordado, Epstein mandou embrulhar quatro sweatshirts com fecho de correr.

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No Expresso 👈👈

Junto ao rio Tejo

 Na zona do Braço de Prata - Lisboa 











Um pessimista

Um pessimista que descreveu a face desumana do capital.

A modernidade líquida, também chamada de modernidade tardia, é a caracterização das sociedades globais altamente desenvolvidas de hoje como a continuação (ou desenvolvimento) da modernidade, e não como um elemento da era seguinte conhecida como pós-modernidade, ou sociedade pós-moderna. Introduzida como modernidade "líquida" pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade tardia é marcada pelas economias capitalistas globais neoliberais, com crescente privatização de serviços, marcadas pela revolução da informação.

Feijoada (culinária)

Amanhã começa a quaresma, tempo de jejum e abstinência. 


Além do feijão...

Opiniões

 No Observador 




Actos e consequências

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Deportação de estrangeiros 


E relativamente aos portugueses:

Em 2024, foram repatriados 69 portugueses, um número considerado elevado, e apenas nos meses iniciais de 2025, 50 portugueses foram deportados, evidenciando um aumento de casos, muitos afetando residentes com longa permanência (ex: 57 anos no país).

Locais mais afetados: As cidades de Fall River e New Bedford, no estado do Massachusetts, registam maior impacto e medo, segundo a RTP e a SIC Notícias.