26 de fevereiro de 2026

Faz sentido (it makes sense)

 Ilegal 

A federal judge in Massachusetts ruled Wednesday that the Trump administration’s policy to quickly remove people to third countries to which they have no previous connection is illegal.

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No comment



 

Curiosidades



 

Bom humor


"Esperar que a vida te trate bem porque você é uma boa pessoa é como esperar que um touro não te ataque porque é vegetariano." 

Pois ...


 

Talarico, vamos ouvir este nome

 


Num dos estados mais religiosos e politicamente conservadores dos Estados Unidos da América, um deputado estadual de 36 anos, seminarista protestante e antigo professor do ensino básico, tenta combater a narrativa de que o Partido Democrata é anticristão. Usando a linguagem moral que os republicanos tentaram monopolizar, James Talarico tornou-se tão influente que a sua entrevista a Stephen Colbert foi alegadamente bloqueada pela CBS.

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“Bom comunicador”, Talarico é “muito claro” e “compreende as questões de tal forma que, quando conversa com os eleitores, consegue comunicar a sua visão perfeitamente”, elogia ainda o politólogo (Jeronimo Cortina) da Universidade de Houston.

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O Texas é um estado complexo

O Partido Democrata não vence uma eleição estadual no Texas desde 1994. Em 2024, Trump venceu no Texas por 14 pontos percentuais. O estado do sul tem 32 milhões de habitantes, dois fusos horários, sete regiões culturais, a maior extensão de autoestradas interestaduais, a terceira maior população de asiáticos-americanos entre os estados americanos, a segunda maior de hispânicos e a maior de negros.

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Amizade - citação



 

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 Últimas 24 horas 




Opiniões

 No Observador 




Antropologia e mitos



 

Capas de jornais





 

25 de fevereiro de 2026

Opina Luis Pedro Nunes

 


Charles Darwin ficou muito intrigado porque só alguns humanos coravam. Em termos evolutivos aquilo parecia um paradoxo: era fisiologicamente involuntário e psicologicamente angustiante. O rubor atuava simultaneamente como uma barreira cognitiva à fluência conversacional. Mas, pronto, também servia como um facilitador de confiança e de apaziguamento social. Há como que uma credibilidade em quem cora, servindo como um travão à mentira e mesmo uma certa demonstração pública de reconhecimento de que se tinha violado a norma.

Mas porque é que só alguns, poucos (essencialmente “mulheres virtuosas de então”) coravam? Mistério.

Dizia-se que o rubor fora desenhado por Deus para “expor a vergonha humana” e garantir a moralidade. Mas Darwin percebeu que ela era quase uma “assinatura de humanidade”: o pensar no que os outros pensam de nós. Em solidão absoluta não coramos, constatou. Dependia da “presença do olhar alheio”.

Corar para o ecrã: Darwin não previu.

Durante o século XX o “corar” foi visto essencialmente não como uma questão de virtude, mas de bloqueio. Um impedimento à sociabilidade. Um foco de ansiedade que explodia e libertava adrenalina, já temendo a possibilidade de tal acontecer. A criação de atenção autofocada — “estou vermelho como um tomate, toda a gente está a reparar” — e o colapso da fluência. O corar, enquanto perversão maior da timidez, era um bloqueio maior.

O ciclo da eritrofobia (o medo patológico de corar), ou da profecia autorrealizável, é uma condição impeditiva da interação social. Os indivíduos, ao temerem a mera possibilidade de corar, faziam-no acontecer. Situações terríveis para quem as vive. Prisões sociais, apenas devido ao facto de existir um fluxo sanguíneo na face impulsionado psicologicamente.

Na era do homem de negócios implacável, controlado emocionalmente, ter um oponente a corar é como ter um cão a jogar póquer e a abanar a cauda: percebe-se logo se tem trunfos.

O que interessa agora é uma “novidade” no campo da evolução humana: o corar sozinho, o corar a ler ou escrever um WhatsApp ou, melhor: o corar digital.

Corai de vergonha, Charles Darwin! Por esta não esperavas.

É que agora — tem-se vindo a constatar — cora-se sozinho. Não para transmitir nada aos outros, mas numa forma de autotortura. Não me obriguem a repetir todos os clichés sobre a geração Z. Dou-os como lugares-comuns.

Numa era onde comunicação é vigilância. Onde o polícia do terror jovem se chama cringe (a repulsa física vicariante, o policiamento social através do corpo).

A geração Z — repito, é o foco — vive atolada em ansiedade com o que poderão dizer dela. E, sim, aparentemente pode-se corar sozinho. Fruto do pânico ao ver os três pontinhos da escrita na resposta de uma mensagem que demora, pára e recomeça. Mas também com o arrependimento de algo que foi enviado. Ou ao ver um texto “complicado” que não foi lido. Ou por ter enviado um áudio longo que não foi ouvido. Um convite ignorado. Um print imaginado a ser difundido. Uma mensagem sua enviada para o grupo errado. Uma resposta apenas com um seco emoji ok.

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Recortes da Visão












Coragem


 

Um poeta, dois poemas

 


Cuando hay estas tormentas de verano
me acuerdo que revientan
olas enormes sobre el malecón. Uno pasa
y de pronto lo asaltan gotas sucias
pesadas como perros.
Mis hijas se reían asustadas ese día,
miedo y alegría, de que las voltee el mar.
El viento les inflaba los vestidos
como a pequeñas damas del siglo XVII.
Corrimos hasta el auto porque el aire
mojado nos heló,
y por un instante insoportable
se volvió la alegría
de tener ese hogar.

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Génesis

Me comí una mandarina
Las semillas brotaron de mi boca
Desde el labio pulposo se lanzaron al plato
Ése fue el fin del árbol y del fruto. De ahí, a la basura,y basta.

Mario Nosotti

Com companhia


O café hoje teve a companhia de uma torta de laranja.
🤗

A idade


Seis em cada dez norte-americanos consideram que o Presidente Donald Trump se tornou mais errático à medida que envelhece, incluindo uma fatia relevante do eleitorado republicano, segundo uma nova sondagem Reuters/Ipsos divulgada esta terça-feira, 24 de fevereiro.

O inquérito, realizado durante seis dias e concluído na segunda-feira, 23 de fevereiro, surge na véspera do discurso anual do Estado da União, que Trump, de 79 anos, fará no Congresso, após um mês marcado por reprimendas públicas a legisladores e juízes, sublinha a Reuters.

No total, 61% dos inquiridos disseram que Trump “ficou errático com a idade”. A perceção é particularmente elevada entre democratas (89%), mas também aparece entre independentes (64%) e republicanos (30%), segundo os mesmos dados divulgados. Solicitada pela agencia noticiosa a comentar a sondagem, a Casa Branca não respondeu.

Apesar disso, a avaliação ao desempenho do presidente “manteve-se relativamente estável”. A aprovação de Trump situa-se nos 40%, mais dois pontos percentuais do que no início do mês, enquanto o valor de 47% registado no início do mandato não se repetiu; desde abril, a aprovação tem oscilado apenas um a dois pontos em torno do nível atual, indica a sondagem.

A questão da idade continua a pesar no debate político em Washington. Cerca de 79% dos participantes concordaram com a afirmação de que os eleitos na capital “são demasiado velhos para representar a maioria dos americanos”. A idade média é de aproximadamente 64 anos no Senado e 58 na Câmara dos Representantes, sublinha a  Reuters. Entre os democratas, 58% disseram que o líder da bancada no Senado, Chuck Schumer, de 75 anos, é velho demais para continuar a trabalhar no governo.

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A malta das bicicletas


É uma das tribos mais insuportáveis da cidade: os ortodoxos da bina.

Aliás, é dos pares mais chatos da cidade: o privilegiado de esquerda e a sua urban bike, qual rocinante metálico. Esta city bike está para a cultura da cidade como o rosário está para a velhinhas da aldeia: é o totem que dá acesso ao paraíso dos escolhidos.


Na estrada, na relação com os carros, os ortodoxos da bina olham para os condutores com aquele nariz empinado de aristocrata e com aqueles olhos de censura que dizem, Mas porque é que não estão com o futuro, porque é que não largam o vil motor de combustão?


Porquê? É pá, não sei, talvez porque venho do Catujal e não do Príncipe Real, talvez, ou porventura porque tenho dois filhos que tenho de transportar, mas peço desculpa por estar a obstruir a linha de horizonte de v. exa!


Para além desta pose de insuportável beto de esquerda, o ortodoxo da bina não tem cautelas rodoviárias e acha que o código da estrada é bula de remédio: não é bem para ler ou seguir. E, quando são repreendidos, comportam-se como virgens ofendidas. Portanto, deixo aqui uma pergunta: se gastámos milhões nas ciclovias, porque é que os cavaleiros andantes do pedal insistem em vir para cima dos carros, fazendo coisas que tornam a vida de quem conduz ainda mais enervante? Não respeitam sinais ou prioridades, passam alegremente pela direita.


Mas depois é muito engraçado perceber uma coisa: se na estrada, na relação com os carros, as regras não existem, já nas ciclovias, no contato com os peões, as regras passam a valer e o peão que ousa estar no território sagrado é destratado como um vil herege. Porquê? Porque no fundo os ortodoxos da bina julgam que são seres superiores: já que salvam o planeta com a sua santinha, a urban bike, acham que têm permissão moral para desprezar os seres inferiores que têm um motor de combustão. A arrogância moral do ambientalismo tem aqui a sua vanguarda, sem dúvida.

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Estado da União

 


Operações militares no Irão e na Venezuela, captura em massa de imigrantes ilegais em cidades americanas, com a morte de dois cidadãos estado-unidenses pelo meio, ameaças de invasão da Gronelândia, corte recorde no número de funcionários federais e pedidos de investigações a rivais políticos ao Departamento de Justiça. Os itens do menu de governação de Donald Trump multiplicaram-se desde que regressou à Casa Branca, há cerca de um ano, num teste aos limites da autoridade presidencial.

Enquanto o poder Legislativo assistiu sem intervir - o Partido Republicano detém a maioria em ambas as câmaras do Congresso -, o Judicial ofereceu a resistência prevista sempre que houve incumprimento da lei. Foi o que se passou na passada sexta-feira, em que o Supremo Tribunal anulou dois terços das tarifas comerciais, pilar da política económica desta Administração. Paralelamente, o povo saiu à rua e demonstrou a sua insatisfação, seja na cara dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) ou defronte da residência oficial do chefe de Estado em Washington. As últimas sondagens revelam um líder em apuros, com a taxa de popularidade abaixo dos 40%.

Esta madrugada de terça-feira, em mais um discurso do Estado da União, agora com um recorde de duas horas, Trump quis virar a página e relançar a sua presidência. Os mesmos estudos de opinião indicam que 60% dos americanos consideram que a coesão nacional está comprometida.

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