20 de junho de 2026

O luxo



Este avião foi transformado numa Casa Branca voadora num nível de luxo nunca visto".

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 Ontem/hoje




Opiniões

 




No Observador 

Já abriu a época



 

Capas de jornais







 

19 de junho de 2026

Outras curtas















 

Macia e leve


 Elegância: 

"A verdadeira elegância é como a seda: macia, leve e impossível de ignorar."

Aqui e agora, é o que temos


Deixe o peso do passado e a ansiedade pelo futuro de lado. Apenas respire e esteja aqui, agora.

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No último mês:
Nos locais habituais (Vietname, Singapura, Bangladesh e USA) e noutros menos frequentes. 

Pedro Mexia opina

 


Hockney era um pintor do hedonismo, o hedonismo dos belos e malditos. Não os dos anos 1920, mas os ricos do pós-guerra

Bacon, Freud e Hockney tinham bastantes afinidades, sem que nenhuma fosse unânime, mas só David Hockney, que morreu na semana passada, aos 88 anos, se identificou como um artista da alegria, ou das memórias da alegria.

Todos eles valorizavam, é certo, a forma humana, o figurativo, os retratos, e todos tinham relações mais ou menos difíceis com as vanguardas. Freud, neto do psicanalista, mapeou o corpo como o seu avô fizera com a mente, sem se preocupar com a imagem lisonjeira ou não que daí resultasse. Os corpos em Freud, sejam família, amigos, celebridades, outros artistas, modelos, têm grande prazer, ainda que um prazer severo, na multiplicidade de tipos físicos, de tamanhos: compare-se a presença transbordante de Sue Tilley e o minimalismo etrusco de Kate Moss. Dos três artistas, Freud distinguia-se por ser um heterossexual homérico, com vários casamentos e amantes, e assinalável descendência. Mesmo que desviasse a libido para a criação artística, ainda lhe sobrava muito vigor. Pouco programático, Freud documentou os corpos, mas não os comentou. O corpo é o que é, atraente e desejável mesmo quando não canónico, ou francamente desagradável, ou de uma elegância fria, como toda a elegância talvez seja. Bacon, mais radical, é o Soutine do corpo humano, mas em vez de carnes vermelhas no açougue, tem toureiros, pugilistas, homens musculados, feridos, bêbedos, suicidas.

Em contraponto, Hockney deixou o que nos parece habitualmente uma pintura feliz, umas vezes serena, outras cool, com cores suaves ou garridas, quadros que sonham ser posters, ou imagens incessantes da natureza. Era um progressista, mas de ideias estéticas conservadoras, tal como Freud, já que Bacon detestava a ingenuidade antropológica do progressismo. A facilidade de Hockney, ou seja, a abundância do seu legado, isso e uma aparente transparência fizerem dele o favorito dos ingleses, e não apenas dos ingleses, porque era um nómada gregário, vivesse em Londres ou em Paris, Los Angeles, no Yorkshire ou na Normandia. Se não me dizem muito as obras feitas com o iPad, lembro-me de ler entrevistas fascinantes onde Hockney discutia com sensibilidade e delicadeza as estações, que nunca são iguais, dizia.

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Ao modo Trump

“Estes tolos, que pensam que eu não fui suficientemente duro com o Irão, enquanto o mercado bolsista acaba de atingir um MÁXIMO HISTÓRICO e os preços do petróleo estão ‘a descer’, são ciumentos, desonestos ou estúpidos”, escreveu Trump na sua rede, Truth Social, recorrendo novamente à escrita em maiúsculas para enfatizar a sua mensagem.


“O petróleo está a fluir, o Irão nunca poderá ter uma arma nuclear (o mundo estará seguro!), os mercados bolsistas estão em expansão, o emprego está em máximos históricos e os preços estão a cair (mais acessíveis!). O nosso país é forte, seguro e respeitado como nunca antes. De nada!” declarou, numa outra publicação, na mesma rede.


O líder dos EUA transmitiu esta mensagem perante críticas da ala dura do Partido Republicano pelo acordo alcançado com o Irão para acabar com o conflito e desbloquear o estreito de Ormuz, uma vez que abre a porta ao Irão para continuar a enriquecer urânio e ter acesso a fundos que foram congelados pelas sanções.

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Ao modo Ben-Gvir

 

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, declarou esta sexa-feira, 19 de junho, que “todo o Líbano deve arder”, após o anúncio da morte de quatro soldados israelitas.

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Opiniões

 No Observador 




Nota:

 No português de Portugal, a palavra "charêlo" é por vezes utilizada de forma informal para descrever um carro velho, desconjuntado ou em mau estado. 

Muitas, curtas e variadas