28 de outubro de 2026
Um livro, um poema
intenta despertarte,
si es posible.
Y si no, no importa.
Duérmete en la orilla
de tus cincuenta y cinco años.
Pero aprende que ya ha pasado
la mayor parte de tu vida,
y eso es irrefutable.
Después,
besa tu rostro en el espejo,
acaricia sus contornos.
Eres aquella de la que trataste de escapar,
pero has llegado hasta aquí́
y resulta que eres hermosa.
Que el cuento que te contaron
era solo una mentira,
un maldito cuento de hadas.
Do pessimismo
A indústria do pessimismo dá-nos um fim do mundo adaptado aos nossos medos via algoritmo. Infelizmente a apatia não é solução
Numa crónica recente do “Financial Times” o colunista Janan Ganesh constatava que lhe era difícil compreender como é que os restaurantes de Londres continuavam cheios de gente aparentemente despreocupada perante uma armada de ameaças civilizacionais que se perfilam no horizonte. Só o excesso de previsões catastróficas que se acumularam ao longo dos anos, muitas das quais não se concretizaram, poderia explicar esta dessensibilização coletiva perante o momento em que estamos, a que chamou “fadiga do pessimismo”. Ganesh relembra que recentemente tudo nos pôs à beira do colapso: da crise da masculinidade à crise do sexo, à ideia falsa, em Londres, de que o crime explodiu. E atira a culpa para os pessimistas de outras décadas que tanto gritaram lobo que agora nem o Pedro nem os aldeões ligam. Ou seja, o colunista do “FT” queixa-se de que está a gritar lobo — a sério — e está tudo a comer despreocupadamente em restaurantes londrinos.
***





















































