29 de abril de 2026
28 de abril de 2026
Vozes do Silêncio
As estátuas de Olímpia, que tanto contribuem para nos ligar à Grécia, alimentam contudo também, no estado em que chegaram até nós - esbranquiçadas, quebradas, isoladas da obra integral -, um mito fraudulento da Grécia, não sabem resisitir ao tempo como um manuscrito, mesmo incompleto, rasgado, quase ilegível. O texto de Heráclito lança-nos clarões como nenhuma estátua em pedaços pode fazer, porque o significado é nele deposto de maneira diferente, é concentrado de forma diferente do que está concentrado nelas, e porque nada iguala a ductilidade da palavra. Enfim, a linguagem diz, e as vozes da pintura são as vozes do silêncio.
Maurice Merleau-Ponty, in 'Signos'
No comment
"Merz não foi diplomático, mas tem substância no que disse"
Historiador Bruno Cardoso Reis diz que há pontos certeiros nas criticas de Merz que disse que o Irão está a humilhar os EUA. Aponta ainda um "acordo parcial" como cenário ideal para estreito de Ormuz.
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Observador 👈👈
27 abr. 2026
Clara Ferreira Alves opina
Os povos e as elites europeias há muito abandonaram qualquer propósito de reflexão ou filosofia
São 22 pontos essenciais que constavam de um livro, “The Technological Republic”, escrito por Alex Karp com Nicholas W. Zamiska. Alex Karp é uma mente brilhante, o CEO da Palantir, a empresa de tratamento e coleção de dados fundada por Peter Thiel. Ao contrário de Thiel, um libertário que não acredita na democracia como sistema de governo, Karp é, ou era, um apoiante dos Democratas, tendo contribuído extensivamente para as campanhas de Obama, de Hillary Clinton e de Joe Biden. Os pontos são uma súmula do livro e constituem o “Manifesto da Palantir”, um documento que tem suscitado acesa controvérsia e discussão intelectual e política em círculos restritos. O manifesto, independentemente das posições que o consideram uma emanação do tecnofascismo (caso de Yanis Varoufakis e outros expoentes das esquerdas) ou um escrito fundamental para compreender o momento histórico da nossa civilização ocidental que deve ser analisado com rigor mesmo que não aplicado, é importante e deve ser lido e discutido.
Em Portugal, um país com uma confrangedora ausência de massa crítica e uma esquerda analfabeta tecnológica que viu o mundo passar-lhe à frente e continua a discutir quem gosta mais ou menos do 25 de Abril, ou as idiossincrasias de André Ventura que não predispõem ao trabalho dos neurónios e são igualmente analfabetas tecnológicas e mesmo politicamente grosseiras, estas discussões nunca penetram os media ou os debates infinitos sobre a futilidade.
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PARABÉNS
27 de abril de 2026
Primeira-dama acusa
Goblin Market, Christina Rossetti
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