O corolário da guerra tragicómica que condena o planeta ao empobrecimento e ao racionamento, à privação da liberdade nos estreitos horizontes dos mares do petróleo e mercadorias, só podia ser este. O reaparecimento desse glorioso terror global que dá pelo nome de vírus animal transmissível entre humanos. Contagioso. Mais uma vez um vírus que vive num animal peludo e pouco doméstico, o rato, e que se transmite pelas defecações do mesmo quando inaladas, se bem percebemos. Nisto de vírus tudo é muito complicado.
As nossas vidas decorriam com relativa serenidade entre guerras, a emergência de partidos populistas radicais que destroem os partidos ditos liberais, a falta de petróleo e gás natural, a emergência da IA e as ameaças que nela se contêm, os atentados terroristas, a incerteza financeira e o rearmamento como panaceia universal. O rearmamento que vai resolver o atraso industrial e tecnológico da Europa, o desnorte político da União Europeia, a desunião e cobardia dos chefes, a ameaça demográfica. E podemos pôr no pacote o problema da habitação. Vai ainda dar aos jovens um futuro viável a fabricar e lançar drones, essa grande inovação tecnológica tão celebrada, e que tanto sossego dará à Humanidade e aos novos heróis, os fabricantes de armas. É o que nos resta de otimismo.
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