23 de fevereiro de 2026
Requeijão
Um livro, um poema
Cuando el circo llegaba al pueblo
se encontraba con la vida esperando
de unos niños que crecían entre polvo
y muñecas remendadas.
Con los ojos tan grandes
como el corazón, asistíamos
a la doma de leones abandonados
por la furia y a las acrobacias
de un ángel desterrado
sobre un trapecio sin red.
Después los payasos
nos hacían reír con su tristeza ambulante.
Al día siguiente
parecía que todo había sido un sueño.
A ilusão e o despertar
As guerras começam quase sempre envoltas em certezas e terminam mergulhadas em ambiguidades. Sabemos como começam; raramente sabemos como acabam. E, quase sempre, o seu desfecho pouco tem a ver com o que o cidadão comum imagina. A guerra na Ucrânia é um exemplo paradigmático dessa imprevisibilidade.
Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, muitos analistas ocidentais assumiram que estávamos perante uma potência militar esmagadora e que Kiev cairia em poucos dias. Quatro anos depois, o conflito permanece num impasse. A Rússia de Vladimir Putin, é um país económica e militarmente fraco, e um sistema político corrupto.
A campanha russa na Ucrânia tem sido, ao longo destes quatro anos, um enorme fracasso político e militar. Capturar Kiev, o principal prémio para Putin e o seu principal objetivo, foi uma derrota e uma demonstração total da incapacidade e incompetência das suas chefias militares. A Ucrânia tem dado uma incrível demonstração de vontade, coragem e determinação na defesa do seu país e da sua liberdade.
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A geopolítica e a geoestratégia voltam a ser de enorme relevância no desenhar de novos espaços e de novas alianças. O abandono da Europa pelos EUA será um colossal erro histórico da América.
Podem a Rússia e a Ucrânia conquistar a vitória? Não será provável. De ambos os lados há fatores limitativos no empenhamento militar, donde o impasse reinante na guerra. A via negocial é a única solução para pôr um fim no conflito.
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22 de fevereiro de 2026
21 de fevereiro de 2026
Quatro anos
NÚMEROS
20
é a percentagem de território ucraniano que as tropas russas ocupam atualmente, incluindo a península da Crimeia, anexada ilegalmente por Moscovo em 2014
140
mil é o número estimado de soldados ucranianos que morreram desde o início da guerra, segundo o balanço do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) dos EUA
1,2
milhões é o número de militares russos mortos em quatro anos de conflito, segundo o mesmo CSIS
1250
quilómetros é a extensão da linha da frente dos combates entre os dois exércitos, que permanecem bloqueados.
FONTE: 👈👈
Expresso - Internacional (20fev2026)
Recortes do Expresso
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RUBIO DE VERGONHA
Fez um discurso sobre o amor dos EUA à Europa. Depois foi apoiar aquele que mais quer destruí-la a partir de dentro, Orbán. O secretário de Estado devia estar 'rubio de vergonha'.
CARNAVAL
Penso que as conversações de paz entre a Rússia e a Ucrânia mediadas pelos EUA fazem parte de uma das muitas rábulas de Carnaval que esta semana tiveram lugar.
IRÃO
Trump não trava no caminho para a paz mundial. Depois de ter resolvido quase 100 guerras (a da Ucrânia em 48 horas contadas na constelação de Andrómeda), virou-se para o Irão, mesmo que todos estejam a assistir a uma conversa de surdos, em que os mais subtis nem são os americanos. Mas, diz a imprensa especializada, já tem outra paz em mente: o Sara Ocidental.
EPSTEIN
Perante um caso que tem contornos absolutamente nojentos, que é notícia em todo o mundo. Trump fez aquilo em que é especialista: baralhou tudo. A verdade é que conseguiu envolver os Clintons, o Papa João Paulo II e até o nosso ministro Luís Amado. Entre os que disseram uma vez bom-dia ao senhor (entretanto devidamente suicidado, ao que parece) e os que com ele participaram em crimes, como o irmão do rei de Inglaterra, já está tudo envolvido.
Henrique Monteiro
AQUI 👈👈


































