2 de junho de 2026
Henrique Monteiro opina
Imaginemos que vivemos num clima hostil, rodeados de gente que nos quer mal, de feras, de artefactos capazes de dar cabo de nós, de remédios adulterados, de instituições que só pretendem roubar-nos. Se pensarem, é mais ou menos este o ideário que a franja hostil, populista e antiliberal das nossas sociedades pretende que acreditemos.
A bondade, as boas intenções, a compaixão têm o carimbo de coisas antiquadas. O amor ao próximo, a fraternidade, o perdão caem nas categorias fora de moda. Tudo está mal, mesmo que tudo esteja melhor do que era, e todos nos querem mal, enganar, e apenas agem em benefício próprio.
Basta ouvir os discursos políticos, sobretudo os do Chega, mas também alguns da extrema-esquerda e até de partidos mais centrais e responsáveis, para sentirmos que, do ponto de vista de quem os produz, vivemos num meio hostil e temos de estar atentos para não sermos atacados a qualquer momento, como os soldados da fortaleza de “O Deserto dos Tártaros”, o genial romance de Dino Buzzati, escrito há mais de 80 anos.
É esta desconfiança que nos leva a complicar cada vez mais a vida, na esperança de evitar qualquer ataque. Entricheiramo-nos em leis, regulamentos, normas, assinaturas, selos, declarações, juras, promessas. E, apesar de tudo, cada vez mais os ‘tártaros’ se infiltram entre nós, denunciando tudo e todos, seja por ilegalidades e irregularidades graves, seja por puras invenções, motivadas pela mesquinhez e a inveja que levam a pequenas vinganças. Porém, se a confiança é algo indispensável para uma vida saudável e feliz, por que motivo se instiga a desconfiança a cada passo? Eis algo a que não consigo responder...
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Porém Habermas alerta para a fragilidade das instituições, que abandonaram os preceitos democráticos e passaram a orientar-se pela eficiência técnica, burocrática e económica, ao mesmo tempo que vão acumulando défices de legitimidade, ao deixarem de corresponder aos anseios da sociedade, criando desinteresse e alienação. O filósofo alemão teve esperança de que o mundo digital pudesse ser um grande espaço de debate público sem relações de poder estabelecidas, mas desencantou-se perante a realidade da desinformação, dos algoritmos, das redes sociais e da manipulação.
A confiança esvaiu-se, e é substituída pela permanente suspeita.
Se houvesse senso crítico
Trader Donald
Expresso 👈👈
O Presidente Trump é também o 'trader' Donald: desde o regresso à Casa Branca já fez milhares de transações.
Desde 2025 o presidente dos Estados Unidos da América tem estado ativo no mercado. Quase tudo o que transacionou diz respeito a ações de empresas.
1 de junho de 2026
De Raymond Aron
Foi Aron que cunhou a expressão Guerra Fria ao período histórico que sucedeu a Segunda Guerra Mundial. E, durante o mesmo período, disse a célebre frase: "Guerra improvável, paz impossível".
A ver vamos
Trump garante que não haverá mais ataques entre Israel e o Hezbollah e que o cessar-fogo será respeitado.
Malhar cereais
A força de braços se fazia...
Ainda a minha obsessão
Continuo, todos os dias, atentamente, a ver, ler e ouvir o que respeita ao Presidente Donald Trump e suas declarações e o que sobre ele se vai opinando.
Santo do dia (Cristãos)
O seu lugar de nascimento foi Flávia Nápoles (atual Nablus), na Palestina, na região da Cisjordânia. A educação infantil de Justino incluiu retórica, poesia e história. Como jovem adulto mostrou interesse por filosofia e estudou primeiro estoicismo e platonismo.
Justino foi introduzido na fé diretamente por um sábio homem que o envolveu numa discussão sobre problemas filosóficos e então lhe falou sobre Jesus. Ele falou a Justino sobre os profetas que vieram antes dos filósofos, ele disse, e que falou "como confiável testemunha da verdade". Eles profetizaram a vinda de Cristo e suas profecias se cumpriram em Jesus. Justino disse depois que "meu espírito foi imediatamente posto no fogo e uma afeição pelos profetas e para aqueles que são amigos de Cristo, tomaram conta de mim; enquanto ponderava nestas palavras, descobri que a sua era a única filosofia segura e útil". Justino "se consagrou totalmente à expansão e defesa da religião cristã".
Justino continuou usando a capa que o identificava como filósofo e ensinou estudantes em Éfeso e depois em Roma. Os trabalhos que escreveu incluem: duas apologias em defesa dos cristãos e sua terceira obra foi Diálogo com Trifão.
Morreu mártir.
Wikipédia
























































