11 de fevereiro de 2026
Da culinária
Nos preparativos para a próxima refeição caseira - vou fazer arroz de bacalhau, com o bacalhau dos pobres, paloco.
Bem confeccionado, resulta saboroso.Complementa-se com fruta.
Nas cidades e junto aos rios
Isto é no bairro da Graça, no coração da cidade de Lisboa. Aconteceu esta manhã.
A relembrar
Primeiro-ministro do Canadá recebeu elogios dentro e fora de portas com o seu discurso "corajoso" e "poderoso" sobre a estratégia para lidar com o declínio da "ordem baseada em regras".Carney disse que a “velha ordem não vai voltar” e saiu de Davos como figura das “potências médias”
Um ano depois de Donald Trump ter regressado à Casa Branca e implementado uma estratégia de política externa que está a fazer estremecer os alicerces da ordem internacional e das políticas de alianças que marcaram os últimos 80 anos, a pergunta entre analistas, académicos e comentadores políticos continua a ser a mesma: como é que as democracias liberais devem lidar com o “autoritarismo competitivo” promovido pelo Presidente dos Estados Unidos?
PÚBLICO 👈👈
Opiniões
No Observador
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O que vai Seguro fazer politicamente com a sua própria surpresa face a este desfecho serve-nos o cúmulo da incerteza, ou, pelo menos, uma das maiores incerteza de que há memória entre nós. | |||
10 de fevereiro de 2026
Prémio Pessoa
PARABÉNS
Lídia Jorge, recebeu o prémio Pessoa 2025
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É quando a escritora toca no presente, que diz ser um tempo “descomposto, à beira do estado de alucinação global”. Um tempo em que a poesia, que “corresponde à articulação mais sofisticada das línguas”, “serve de último paredão que se ergue sem cedências contra a intervenção algorítmica na construção do discurso”. Uma poesia humana, para lá dos artefactos e artifícios da inteligência artificial, que tem de funcionar como “um paredão que não pode ceder, porque se ceder, cede a hipótese de verdade, de liberdade, de comunicação fiável e de paz entre os povos”.
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Pois é...
ALIMENTAÇÃO
Portugueses cozinham muito em casa porque precisam de poupar dinheiro, diz estudo
Os portugueses são dos que mais cozinham em casa e quase metade prepara mais do que uma refeição por dia. É o dobro da média global, como reflexo de uma menor capacidade financeira para ir comer fora. As conclusões do estudo A vida à volta da mesa, encomendado pela Ikea à YouGov, não são surpreendentes e mostram que Portugal é, entre os 31 países participantes, um dos mais preocupados com o custo da alimentação, mas também com a falta de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
Clara Ferreira Alves opina
Foi assim, e foi sempre assim, em períodos igualmente controversos e perigosos da História americana. Há sempre um cheiro de rebelião a cobrir o cheiro insalubre do pântano. Enquanto esse gigantesco suborno de Jeff Bezos aos Trumps que dá pelo título de “Melania”, o filme, passa nos ecrãs, e enquanto Trump encerra o Kennedy Center por dois anos para estancar a rebelião dos artistas que recusaram atuar depois de ter sido nomeado Trump Kennedy Center for the Performing Arts, enquanto o país vive desorientado e combativo a experiência do autoritarismo narcísico e megalómano, uma experiência bizarra no laboratório de liberdade, acontece o Super Bowl. O cenário de fundo é o folhetim sem fim da corrupção do caso Epstein, que mancha tudo e todos, de democratas a republicanos, de Chomsky a Woody Allen e de Bill Clinton a magnatas, intelectuais e princesas. A corrupção é a do dinheiro e do poder, do tráfico de influências, e transcende o escândalo da pedofilia.
Nesse país, que parece perdido, aconteceu o Super Bowl 2026. O Super Bowl não é um espetáculo qualquer. É o supremo espetáculo do futebol americano, um desporto tão espetacularmente violento, e por isso mesmo tão americano, que os europeus têm dificuldade em compreendê-lo. É essa a nossa principal distinção dos americanos. A Europa foi sempre um continente violento que gerou duas guerras mundiais com milhões e milhões de mortos, que gerou ideologias letais e assassinas, do nazismo ao maoismo, de Estaline a Pol Pot, e que parecia ter aprendido a lição. Mas nunca se sabe. Os falcões de poltrona andam ativos, acolchoados pelo distinto lóbi das armas, que nunca descansa na sede de conflitos lucrativos.
Apesar do gosto pelo sangue no passado, e que durou séculos, a civilização e as democracias europeias são hoje aversas ao espetáculo da violência. Os traumas das duas grandes guerras podem estar esquecidos, ou pode ser que o gosto pela morte regresse, mas a segunda metade do século XX e o primeiro quarto do século XXI têm demonstrado sensatez e os usos da diplomacia. Nisso, o velho projeto europeu foi um êxito, e não custa compreender o impulso de Trump e dos oligarcas na sua destruição. É um obstáculo ao projeto de dominação mundial e da economia digital que inventaram.
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Em 2016, quando Kaepernick se ajoelhou com a mão no peito, Bad Bunny era um miúdo sem cheta que empacotava mercearias numa loja de Puerto Rico e fazia pela vida. Era marçano. Hoje é o artista do topo do Spotify. É uma estrela. Megastar em vez de magastar. E isto também é a América. Residual, pode ser, o sonho americano ainda vive.
Como disse Bunny, ainda estamos aqui.
Dum filósofo e jesuíta
Na escala do cosmos só o fantástico tem condição de ser verdadeiro.
A religião inibe. A espiritualidade desinibe.
Não somos seres humanos que têm uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana.
Pierre Teilhard de Chardin














































