Café da tarde
6 de fevereiro de 2026
5 de fevereiro de 2026
“isto vai ser um 31”
A origem da expressão “Isto vai ser um 31” é proveniente da História de Portugal
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Vem, pasme-se, da História de Portugal, e mais precisamente, do 31 de Janeiro de 1891, data do primeiro ensaio republicano na cidade do Porto.
Nessa madrugada fria, um grupo de militares e civis decidiu que a Monarquia já tinha dado o que tinha a dar. Queriam proclamar a República, assim, de espada na mão, bandeiras ao vento e uma esperança ingénua no peito. Infelizmente, Lisboa dormia e o país também. O movimento foi rapidamente abafado, muitos insurgentes foram presos, e o episódio acabou num daqueles fiascos que só a História portuguesa sabe narrar com tanto charme.
Mas o estrago estava feito: o 31 de Janeiro ficou como símbolo de revoltas mal planeadas, entusiasmos precoces e consequências incertas. Ou seja, tudo aquilo que caracteriza uma boa trapalhada nacional. Daí a expressão: quando algo promete confusão, o português não diz “isto vai correr mal”, diz, com ironia e uma piscadela de olhos à História, “isto vai ser um 31”.
Se os gatos falassem
A publicação em Portugal de “Se os gatos falassem” serve de ponto de partida para uma conversa com Piergiorgio Pulixi sobre escrita, género policial e o papel da literatura no presente. O autor italiano recusa fórmulas e alerta para a necessidade de manter a ficção ligada à experiência humana, mesmo quando escolhe a ironia e o mistério clássico como forma de contar o mundo.
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4 de fevereiro de 2026
Influência duradoura
Os árabes e a sua cultura são parte integrante da história e da identidade portuguesa, com vestígios que persistem até aos dias de hoje, especialmente na região sul.
Esta é a mão
No deserto
acontece a aurora.
Alguém o sabe.
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Longe um trinado.
O rouxinol não sabe
que te consola.
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Esta é a mão
que às vezes tocava
tua cabeleira.
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A lua nova.
Ela também a olha
de outra porta.






























