21 de junho de 2024

Recomendados

















Quando um historiador de 95 anos que escreve muito bem vai à gaveta dos textos esquecidos para recordar quem foi, só pode vir ao mundo um livro luminoso. É o caso de “Crónicas e Discursos”, de António Borges Coelho, agora lançado pela Caminho. São punhados de história pessoal e coletiva que uma pena sensível transformou em testemunhos de um tempo já passado. Assim, o nome dos capítulos nos situa no mapa de ação de um homem que esteve nove anos preso durante o Estado Novo e que, enquanto progredia na academia para se tornar professor catedrático, foi escrevendo em jornais e revistas, e falando, oferecendo-nos hoje o resultado dessas intervenções.

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Outro tesouro intemporal, um texto que contém frases como esta: “O infortúnio obriga-nos a conhecer como real aquilo que não acreditamos ser possível.” É “A Experiência de Deus”, título dado a um conjunto de escritos que Simone Weil incorporou no seus “Cadernos de Marselha”, entre 1941 e 1942, estava ela em trânsito com os pais, de Paris para aquela cidade do sul de França, a fugir da ocupação nazi.


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Jacobsen escreveu-o em 1880, cinco anos antes de morrer de tuberculose e depois de traduzir para a sua língua “A Origem das Espécies” de Darwin – ele que estudou botânica e biologia, e era um naturalista e ateu muito admirado por Strindberg e por Ibsen. “Niels Lyhne”, por sua vez, além de ser o livro de cabeceira de Rainer Maria Rilke – que o cita em “Cartas a um Jovem Poeta”, notando que este livro e a Bíblia são os únicos que vale a pena ler -, foi também um texto importante para Kafka, Joyce e Thomas Mann.


Luciana Leiderfarb

Jornalista - Expresso 

Exposição na Suíça



 Fonte: Jornal PÚBLICO

Estrelas poucas (Saramago)

 



Bocage, o satírico

 























Nemésio, escritor dos Açores



 

Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Rui Ramos

O grande fracasso das oligarquias europeias

As velhas oligarquias políticas estão a

 deixar a Europa cada vez menos rica

 e segura. É esse o problema, e não 

 o “populismo”.

Fotografia do Colunista
Alfredo Vieira

França: nas imediações do final da grande mentira?

Eis o paradigma de uma França

 prisioneira entre duas soluções

 socialistas: ora o RN e o medo do

 renascimento de totalitarismos 

 passados, ora a Frente Popular

 e a ameaça de totalitarismos

 futuros.

Fotografia do Colunista
P. João Basto

Fora do riso não há salvação

Na verdade quer Cristianismo, quer

 Comédia, são uma contemplação

 carinhosa da angústia, e o drama

 do primeiro, aconteceu, sempre, 

 quando quis dar férias ao segundo.

Fotografia do Colunista
João Adrião

Apanhados do clima

Agora, a juntar ao rol de idiotices, 

tivémos em Inglaterra tinta contra 

o monumento pré-histórico de 

Stonehenge. É disto que o clima

 precisa? Ou não é isso que está 

 em causa?

o que já não é ( F. Pessoa)



 

Morar sai caro












Segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística, a despesa anual média das famílias com a habitação é de 40% dos rendimentos. Sorte a de quem não precisa de comprar casa agora.

Se olharmos para as cidades onde o impossível está instalado, sobretudo nos centros, Lisboa, Porto, Funchal, Faro, facilmente se percebe que o mercado imobiliário não anda tão animado à custa dos salários do português médio. A febre turística e do alojamento local também não explica o "filme" todo, mas tem o seu papel.


Alexandra Correia 

Visão do Dia 

Boneca da Ucrânia

 Ukrainian Folk Doll


Curiosamente, quando vi esta imagem pensei "olha uma matrioska arejada".


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Acredita-se que a primeira matrioska tenha sido criada em 1890 pelo artesão russo Sergei Maliutin, que se inspirou em brinquedos japoneses tradicionais. Desse modo, Maliutin colaborou com o pintor Vasily Zvyozdochkin para criar uma boneca de madeira pintada à mão com várias camadas.

RIP Donald

Donald Sutherland faleceu hoje. Extraordinário actor. RIP Donald.


Chico, enorme

Fez 80 anos na quarta-feira. Que Deus o guarde  por muitos mais.


A língua portuguesa é mais doce na voz de Chico e nos seus extraordinários poemas.

20 de junho de 2024

A ida ao Vaticano





















Mas o maior iconoclasta foi um senhor vestido de branco que a certa altura entrou, sentou-se numa cadeira e disse: “Podemos rir de Deus? Claro que sim.” Olhei para a Guarda Suíça. Os guardas nem se mexeram. Nenhuma vontade de castigar aquela heresia. Não era a primeira vez na História que alguém exprimia aquela ideia, mas tenho quase a certeza de que era a primeira vez que um Papa o fazia.


Ricardo Araújo Pereira, humorista 

No Expresso 

Desenho: João Fazenda

Tragédia em Meca

 Terminou ontem.

Haje (em árabeحجromaniz.Hajj ou Hadj) é a peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos. É considerada como o último dos "Cinco pilares do Islamismo" (arkan), sendo obrigatória, pelo menos uma vez na vida, para todo o muçulmano adulto, desde que este disponha dos meios económicos e tenha saúde. Cerca de 3 milhões de pessoas de todos os pontos do planeta realizam anualmente o Haje.

Tragicamente, este ano e devido a uma excepcional onda de calor, terão morrido centenas de peregrinos. 

A fruta é boa


























 Já do preço não se pode dizer o mesmo...

Daqui a poucas horas

Chega já, já ... o Verão ao hemisfério Norte.


























Embora não cheire a Verão aqui em Lisboa. 

Muitos parabéns

Escritor e tradutor João Barrento recebe hoje Prémio Camões 2023, no Mosteiro dos Jerónimos.

Já foi distinguido com os prémios Calouste Gulbenkian da Academia das Ciências de Lisboa, o Grande Prémio de Tradução do PEN Clube Português/Associação Portuguesa de Tradutores, pela obra de Goethe e pela tradução integral de “Fausto”, o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho, o Prémio D. Diniz, da Casa de Mateus, e o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores (APE), pelo livro “A Escala do Meu Mundo”.

Meu gosto por pedras

 Gosto destas numa quinta 





Destas num mosteiro 






E também de outras 




Todas preciosas. 

Leitores de hoje

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Homens inteligentes

 








Voando (poesia)