6 de março de 2026

Medo


 

IA e doutoramentos


A universidade tenta resistir à inteligência artificial com guias de boas práticas, mas a transformação é epistemológica e pedagógica

Em dezembro deste ano fará vinte anos que defendi o meu doutoramento. As regras da academia são canónicas e hegemónicas. Só o doutoramento valida, perante os pares, a minha competência para exercer o meu trabalho. Em termos práticos, é um carimbo de legitimação, a credencial que franqueia a passagem para uma nova ordem. Na cerimónia de atribuição do grau, na minha universidade sueca, há séculos que os recém-doutorados recebem o diploma depois de transporem uma fronteira simbólica, marcada no palco, que separa as trevas do mundo do conhecimento. “Te admitto et incorporo in collegium doctorum … cum omnibus honoribus, libertatibus, exemptionibus et privilegiis”, recita o reitor, numa espécie de adhan universitário.


Um académico sem doutoramento é como um sacerdote sem ordenação ou um soldado sem juramento de bandeira.

O título de doutor, do latim doctor (“mestre”, “aquele que ensina”), começou a ser atribuído na Universidade de Bolonha no final do século XII, em áreas como o Direito, a Medicina e a Gramática (ver imagem). Se a licenciatura concede uma “licença” para ensinar, o doutoramento sanciona a entrada na corporação dos mestres. É assim há mais de 800 anos.


Mas estamos em março de 2026. Se a IA recolhe, organiza e disponibiliza quase todo o conhecimento existente, cabe-nos a nós, membros dessa “corporação”, reavaliar o sistema à luz desta mudança.

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Táctica e estratégia

Cada um é o homem e a sua circunstância 
 


 

Recortes do EXPRESSO




 

Ninguém impede a primavera





 

Não são surpresas




 

Tired panda


 Made of tires

Resolver


 

De saída, o nosso PR

 

Marcelo critica ataque dos EUA ao Irão: "A diplomacia, para já, perdeu a VOZ"

Um cartoon


 

São opiniões

 No Observador 




Capas de jornais






 

5 de março de 2026

De Thomas Mann



Herbert George Wells


Futurista e "visionário", Wells previu o advento de aeronaves, tanques, viagens espaciais, armas nucleares, televisão por satélite e algo parecido com a World Wide Web. Afirmando que "as visões de Wells sobre o futuro permanecem insuperáveis", John Higgs, autor de
Stranger Than We Can Imagine: Making Sense of the Twentieth Century, afirma que no final do século 19 Wells "viu o século vindouro mais claro do que qualquer outra pessoa. 

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Invisíveis

 Opinião 


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Estou farto desta ficção que se inventa sobre o Alentejo; esta ficção bucólica, solar e positiva que esconde os problemas sentidos pelos alentejanos reais, que não são nem os bangladeshi da fruta nem o caseiro búlgaro da herdade do lisboeta que só vai ali de mês a mês ou nem isso e que nem sabe o que é um chaparro. Estou a falar do desespero do dia-a-dia bem apanhado pela recém falecida Clara Pinto Correia (incrível como um livro com trinta anos continua actual), o desespero do trabalho sazonal, dos nem nem que se arrastam pelos cafés e tabernas, que se matam nas motas ou nas árvores com uma corda. O desespero de terem as piores escolas e uma cultura - em casa - que despreza os livros. O desespero que é ter sempre o hospital a léguas e léguas.


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ouvimos estas musiquinhas alentejanas que são postais fictícios de um Alentejo irreal, fofo e bucólico; na realidade social e política, os alentejanos enterram-se na pobreza, no suicídio, no racismo e o no radicalismo político.


A função da arte é ver o invisível, os alentejanos reais continuam invisíveis.


No Expresso  👈👈


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Resposta dum Alentejano  👈👈


Com pesar

Primeiro-ministro do Canadá afirma que "apoiará os aliados" mas "com algum pesar"

"Estamos a enfrentar ativamente o mundo como ele é, não esperando passivamente por um mundo que desejamos. Mas também assumimos essa posição com algum pesar, porque o conflito atual é mais um exemplo do fracasso da ordem internacional", disse em declarações na capital australiana, no terceiro dia da visita oficial ao país.

Palavras


 

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Há polvo (culinária)

 É dia de polvo à lagareiro 

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