28 de outubro de 2026

De Georges Jacques Danton



 

Um livro, um poema


Quédate aquí́ parada,

intenta despertarte,

si es posible.


Y si no, no importa.

Duérmete en la orilla

de tus cincuenta y cinco años.


Pero aprende que ya ha pasado

la mayor parte de tu vida,

y eso es irrefutable.


Después,

besa tu rostro en el espejo,

acaricia sus contornos.


Eres aquella de la que trataste de escapar,

pero has llegado hasta aquí́

y resulta que eres hermosa.


Que el cuento que te contaron

era solo una mentira,

un maldito cuento de hadas.

Recortes da Visão










 

Curtas e variadas











 

Do pessimismo


A indústria do pessimismo dá-nos um fim do mundo adaptado aos nossos medos via algoritmo. Infelizmente a apatia não é solução


Numa crónica recente do “Financial Times” o colunista Janan Ganesh constatava que lhe era difícil compreender como é que os restaurantes de Londres continuavam cheios de gente aparentemente despreocupada perante uma armada de ameaças civilizacionais que se perfilam no horizonte. Só o excesso de previsões catastróficas que se acumularam ao longo dos anos, muitas das quais não se concretizaram, poderia explicar esta dessensibilização coletiva perante o momento em que estamos, a que chamou “fadiga do pessimismo”. Ganesh relembra que recentemente tudo nos pôs à beira do colapso: da crise da masculinidade à crise do sexo, à ideia falsa, em Londres, de que o crime explodiu. E atira a culpa para os pessimistas de outras décadas que tanto gritaram lobo que agora nem o Pedro nem os aldeões ligam. Ou seja, o colunista do “FT” queixa-se de que está a gritar lobo — a sério — e está tudo a comer despreocupadamente em restaurantes londrinos.

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