2 de maio de 2026

Gargalos

 

Os estreitos marítimos nunca foram neutros. Há hoje mais de uma dezena de ‘gargalos’ marítimos que são relevantes, espalhando-se pelo mundo, com graus de risco distintos. O de maior peso no comércio global marítimo é o de Malaca, com uma longa história asiática, representando 30% do comércio marítimo global, logo seguido por Ormuz, no Médio Oriente, cuja particularidade atual é ser o estreito mais importante do mundo na área energética, dominada ainda pelas energias fósseis.

Ormuz, que era bem conhecido dos portugueses há mais de 500 anos, transformou-se no estreito mais crítico da atualidade com a guerra entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão. Na passada segunda-feira, em declarações à Fox News, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, classificou o bloqueio de Ormuz como o equivalente ao uso de uma arma nuclear económica por Teerão.

Os estreitos do Médio Oriente e o Canal do Suez, em agregado, formam um ecossistema regional que domina 40% do comércio marítimo mundial, o suficiente para o considerar sistémico para a economia mundial, e em particular para o Mediterrâneo e para o Indo-Pacífico.


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