3 de abril de 2025

Diz Rajoy















Os europeus têm de decidir se estão dispostos a ceder parte da sua soberania na área da defesa, defende o antigo chefe do Governo espanhol. Se não o fizerem, o continente ‘desaparece’ e haverá apenas três atores: Estados Unidos, China e Rússia. O ex-líder do Partido Popular afirma concordar com um exército europeu, porque “convém somar esforços”, e apela à eliminação da regra da unanimidade na União Europeia.


Foco





















Foco é a arma dos perseverantes e a armadura dos vitoriosos.  


O olhar focado enxerga o extraordinário no aparentemente comum.

Mais Voltaire




 

Contas certas ?

Há quem diga que não...
























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"não é líquido, nem pouco mais ou menos, que boa parte dos dados apresentados por Trump passem no teste do polígrafo".

Recorte de Imprensa

 











É preciso dizer isto agora, quando a bola de neve ainda está em crescendo, quando ainda é difícil dizê-lo: a América não é Trump, e não podemos confluir ou confundir os dois conceitos. Nós, europeus, continuamos a ser aliados da América, sobretudo da América azul. Não podemos correr o risco de roer o que resta da corda transatlântica.

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Filosofia





 

Capas





 

2 de abril de 2025

Recorte de Imprensa - opinião

 


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Um primeiro-ministro (António Costa) demite-se por estar sob suspeita. Um Governo de maioria absoluta cai. Um Presidente da República convoca eleições. O primeiro-ministro demitido é eleito Presidente do Conselho Europeu. O novo primeiro-ministro fica sob suspeita, em versão mais difusa mas persistente. Não se demite, mas concorda com Costa que não é possível governar sob suspeição. O Presidente da República faz-lhe a vontade e convoca eleições. Para o português médio, que o que quer é melhores salários, menos impostos, mais casas, menos barracas, melhor saúde, mais segurança e menos chatices, nada disto faz sentido. Não sendo expectável que Montenegro, caindo, vá para um alto cargo na Europa, não é impossível que o percurso de Costa leve o cidadão comum a achar que chega de desperdícios. Se a Justiça anda há mais de dez anos às voltas com Sócrates, se não ata nem desata o parágrafo que tramou Costa, e se nem sequer ouviu Albuquerque, que após o raide da PJ soma e segue na Madeira, talvez seja precipitado achar que o "inquérito preventivo" anunciado por Amadeu Guerra à Spinumviva e a investigação ao caso do cimento da casa da família Montenegro (a do Norte, porque a de Lisboa, que juntou dois andares sem pré-aviso à câmara, já passou) possa vir a dar para grandes revoluções.

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No topo

No topo de nr° de visitas a este blogue:




Capas de jornais/revistas





 

Ideal

 


Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Maria João Avillez

Pedro o Pequeno

Numa desamparada Europa ainda

à procura de dar prova de vida e poder, 

foi Pedro o Pequeno: perdeu a 

oportunidade de credibilizar a Espanha 

como parceira séria.

Fotografia do Colunista
José António Rodrigues do Carmo

Terrorismo, antissemitismo e Bloco de Esquerda

Wadi diz-se activista pelos direitos 

palestinianos mas até onde a vista 

alcança é-o muito mais dos jihadistas 

do que dos que são reprimidos, 

assassinados, explorados, utilizados 

pelo Hamas como escudo.

Fotografia do Colunista
Vicente Ferreira da Silva

Democracia? Liberdade de expressão? Que se f#&$…

Trump reduz a liberdade de expressão, 

fomenta a discriminação de órgãos de 

comunicação social e desrespeita a 

Constituição. Mas como ataca o 

wokismo está tudo bem.

RIP Val Kilmer

 RIP, VAL












Sabedoria



 

Ainda "Adolescência"

 














Adolescência: tentando sair daqui vivo

Os fiéis do reino da Netflix descobriam a pólvora: que do mundo da adolescência, prosseguindo ainda nela o estrebuchar da infância, se tenta sair vivo.

No Público 👈👈

1 de abril de 2025

Meu caldo verde

green broth)



Livro de poesia











Regular el termostato

de la calefacción,

regular la tele;
contraste, brillo, color.
Regular el volumen
del tocadiscos
por culpa de los vecinos.
Regular el dial de la radio,
la temperatura del horno.
Regular el ritmo, el compás,
regular el timbre y la intensidad.
—Reglamentar, reglar, normalizar, regularizar,
organizar, legalizar…—.
Regular el ejercicio
acompañado de una dieta regular,
regular el intestino
y las visitas al baño,
regular los pasos para evitar
un sorpasso por sorpresa
al organismo
que nos dificulte respirar.
—Para ser mediocre, mediano, corriente, intermedio,
aceptable, pasable, normal, común,
ordinario, usual, metódico, uniforme, moderado…—.
Regular los días, las horas de trabajo,
los escasos descansos.
Regular las relaciones,
los sentimientos,
los latidos del corazón.
Regular la cadencia de nuestros jadeos,
regular el deseo.
Regular los besos,
las caricias.
Regular la bebida,
el tabaco y las ganas de follar
—sabiendo que todo esto sería regularmente
excepcional—.

Contemplar


 

Caminho

 


Capa de jornal





















A mentira mudou de nome: é inverdade !

Manosfera



Parece que existe uma manosfera. Sempre existiu, sem ter meios de comunicação tecnoinclusivos ou nomenclatura e sociologia a gosto. Welcome to my world.

No mundo em que nasci, o da expansão económica do pós-guerra, e do nascimento das marchas e lutas dos direitos civis, a violência masculina era um dado adquirido. Nascer mulher era não só nascer imiscuída nessa violência e prisioneira dela como nascer forçada a aceitar essa violência. E considerá-la parte do estádio civilizacional da época. Ou seja, normal.

Começava em casa. O pai, ou pater familias, era o único detentor do poder paternal, do poder financeiro e do poder disciplinador, que exercia com maior ou menor benevolência. A mãe era o polícia bom, o pai o polícia mau, chamado a depor no tribunal do casal sempre que havia a ameaça de desobediência ou rebelião. Os pais eram os donos dos filhos e batiam nos filhos. O pai batia com o cinto, a mãe com as mãos. Lembro-me de uma família vizinha, pai, mãe, cinco rapazes, que eram punidos com o cinto regularmente porque, enfim, criar cinco rapazes era de cinto, para aprenderem. O pai era médico, o que quer dizer que não estamos a falar das famílias das classes baixas, onde a violência era banal e diária, e se ia trabalhar aos 12 ou 14 anos de idade, para ajudar no sustento.


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Anda meio mundo...


 







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Nunca a expressão "anda meio mundo a tentar enganar outro meio" fez tanto sentido. Porque estamos a viver tempos realmente estranhos, em que se fala mais do que nunca da necessidade de desconfiar de tudo, por um lado, mas, por outros dois lados também simultâneos: ainda subsiste o "eu li", mesmo que a fonte dessa alegada informação seja a mais suspeita; e, pois claro, a Inteligência Artificial. A IA "alucina", já sabíamos. Os sistemas - os LLMs ou Large Language Models - respondem com base nos dados a que tiveram acesso durante o treino. Resumindo, quando não sabem, inventam e em grande: podem apresentar "factos", "citações" e "análises" que não são verdadeiros ou que têm por base dados simplesmente inexistentes. Só isto já chega para perceber como estas "alucinações" da IA podem levar à desinformação.

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Pequenas coisas


 

Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Rodrigo Adão da Fonseca

“Anime” sem Alma

“Toda a criança é um artista. O problema 

é saber como nos mantemos artistas à 

medida que crescemos” – Pablo Picasso.

Fotografia do Colunista
Helena Garrido

O que andamos a fazer à democracia?

A decisão de impedir Marine Le Pen de 

se candidatar, na prática, à Presidência 

de França sem esperar pelo recurso é a 

justiça a funcionar. Mas com impactos 

políticos que só nos podem preocupar.

Fotografia do Colunista
Miguel Santos Carrapatoso

O candidato ChatGPT

Em meia dúzia de meses, Gouveia e Melo 

só chapinhou pelos lugares-comuns da 

política. Mas está confortavelmente na 

frente sem que tenha dito alguma coisa 

de transcendental. Os adversários 

afligem-se.