Leon Tolstói
31 de janeiro de 2026
Sem arrogância
Apanhar citrinos
Hoje, sem chuva por aqui, foi dia de ir colher uns citrinos.
Ainda há limões, tangerinas e laranjas, estas últimas um bocado azedas; paciência...
Maturidade
A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.
Lya Luft
30 de janeiro de 2026
Zé Pescador
Vaidade das vaidades, tudo é vaidade
Como se conta de Mário Cesariny, a recusa do último cigarro marcou-lhe o fim. E no fim, Zé Pescador, contador de histórias de contrabando e fumador inveterado, igualou o poeta.
Menos um habitante no monte. E se a esperança de vida em Portugal estava, segundo dados da Pordata de 2024, nos 78,7 anos para os homens e 84 para as mulheres, Zé Pescador antecipou-se ao tempo a que teria direito.
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29 de janeiro de 2026
Confiar na IA
Pedro Henriques
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O luto tem cinco fases, descritas no modelo de Kübler-Ross: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. O processo de adaptação à IA não fugirá muito a este roteiro; provavelmente teremos de atravessar estas etapas (idealmente saltando a depressão) até chegarmos à aceitação. Não vamos conseguir eliminar por completo o impacto psicológico e social negativo da IA. Acreditar nisso seria irrealista e, em certa medida, ingénuo. O que podemos fazer é trabalhar para prevenir e mitigar esses efeitos, tanto quanto possível. Historicamente, os humanos sempre manipularam outros humanos. A diferença é que a IA está a escalar esse nível de manipulação, mas os fios da marioneta continuam, pelo menos por agora, nas mãos de pessoas.
A confiança na IA e nos humanos pode coexistir, desde que ajustemos a própria definição de confiança. Não confiamos moralmente no GPS, mas confiamos que nos dá, em condições normais, a melhor rota: não tem motivos para nos indicar deliberadamente a direção errada, a menos que o sistema esteja comprometido. O mesmo pode aplicar-se a sistemas de IA, sobretudo se forem desenhados de forma descentralizada, auditável e fora do controlo exclusivo de grandes empresas com interesses opacos.
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28 de janeiro de 2026
25 de janeiro de 2026
Se digo rouxinol (poesia)
É para ti que escrevo.
E não me engano se digo rosa riso rouxinol.
É para ti que escrevo.
E todo o ano na carta que te escrevo bate o sol.
É para ti que escrevo.
E não te digo a cidade a saudade o desespero.
E não te conto os dias em que conto o sem conta dos dias em que espero.
É para ti que escrevo.
Que loucura esta renda de letras no papel
esta rede de traços de amargura
este recado que me rói na pele.
É para ti que escrevo. E sou constância.
Como não sê-lo em carta
selo tinta por naves aves ar
voo distância onde és fome de mim de ti faminta?
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Rosa Lobato Faria




















































