A geografia das complexidades
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A importância de Malaca é gigantesca, frisou a publicação ‘El Economista’. No seu ponto mais estreito, o canal tem apenas 2,7 quilómetros de largura, o que o torna ainda mais estreito do que Ormuz. Ao mesmo tempo, é muito mais longo, com uma extensão entre 800 e 900 quilómetros. Por ali passa cerca de 40% do comércio mundial, incluindo uma parte central dos fluxos de petróleo vindos do Médio Oriente para economias asiáticas como China, Japão e Coreia do Sul.
Os números ajudam a perceber a dimensão do risco. Pela rota de Malaca circulavam, na primeira metade de 2025, cerca de 23,2 milhões de barris diários de petróleo, acima dos 20,9 milhões que passavam por Ormuz. O corredor não é relevante apenas para os combustíveis fósseis: aproximadamente metade de todo o comércio marítimo ligado a tecnologias de energia limpa também passa por ali.
É por isso que o estreito surge como um ponto tão sensível num cenário de tensão crescente entre Estados Unidos e China. Patrulhado pela Sétima Frota americana, Malaca há muito que é visto por Pequim como uma vulnerabilidade estratégica em caso de conflito. Esse receio ficou conhecido como o ‘dilema de Malaca’, expressão usada para descrever a forte dependência chinesa deste corredor marítimo para abastecimento e comércio.
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