No Expresso👈👈
Os povos e as elites europeias há muito abandonaram qualquer propósito de reflexão ou filosofia
São 22 pontos essenciais que constavam de um livro, “The Technological Republic”, escrito por Alex Karp com Nicholas W. Zamiska. Alex Karp é uma mente brilhante, o CEO da Palantir, a empresa de tratamento e coleção de dados fundada por Peter Thiel. Ao contrário de Thiel, um libertário que não acredita na democracia como sistema de governo, Karp é, ou era, um apoiante dos Democratas, tendo contribuÃdo extensivamente para as campanhas de Obama, de Hillary Clinton e de Joe Biden. Os pontos são uma súmula do livro e constituem o “Manifesto da Palantir”, um documento que tem suscitado acesa controvérsia e discussão intelectual e polÃtica em cÃrculos restritos. O manifesto, independentemente das posições que o consideram uma emanação do tecnofascismo (caso de Yanis Varoufakis e outros expoentes das esquerdas) ou um escrito fundamental para compreender o momento histórico da nossa civilização ocidental que deve ser analisado com rigor mesmo que não aplicado, é importante e deve ser lido e discutido.
Em Portugal, um paÃs com uma confrangedora ausência de massa crÃtica e uma esquerda analfabeta tecnológica que viu o mundo passar-lhe à frente e continua a discutir quem gosta mais ou menos do 25 de Abril, ou as idiossincrasias de André Ventura que não predispõem ao trabalho dos neurónios e são igualmente analfabetas tecnológicas e mesmo politicamente grosseiras, estas discussões nunca penetram os media ou os debates infinitos sobre a futilidade.
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