18 de maio de 2026

Galos e galinhas



***

Mas é o macho que detém a primazia ao nível da riqueza de símbolos, abundantemente demonstrada na Literatura e na Arte de todas as épocas, por haver nele três aspectos que serviram essa simbologia, como sejam, o seu forte impulso de reprodução, a belicosidade e a capacidade de anunciar o nascer do dias.

Parece haver unanimidade entre os Autores que esse simbolismo tem origem nos cultos solares da Antiguidade, precisamente porque o galo canta ao despontar do sol, despertando-se e despertando os Outros para a vida de um novo dia.

Já as fontes Clássicas (incluindo a Bíblia) mencionam diversas vezes e por diversos motivos, o galo. Umas porque provêm de Povos ou Autores apreciadores e defensores daqueles três atributos acima mencionados, ou pelo menos de algum deles. Atributos que deram e dão fama ao galaroz mas que inspiram alguns humanos e sistemas políticos por si criados e aprimorados. Referimo-nos à soberba, à autoridade, ao sentido de posse, à masculinidade, à virilidade... Aspectos que têm servido para a opressão exercida sobre a Natureza por parte de alguns humanos, incluindo a própria espécie, favorecendo a desigualdade, o machismo, o patriarcado, a submissão, o estadismo, a exploração, a existência de governantes e governados..., por isso, indignos de retenção e de exemplo. Como nota dissonante do statu quo ante bellum registaremos o carácter de "antes quebrar que torcer" do galináceo cantado. O resto, deixemos à Etologia.

***
 Daqui 👈👈

Sem comentários: