O medo já não é só um instinto de sobrevivência: é a atmosfera do nosso tempo, alimentado pela crise climática, pela política e pela tecnologia. O medo infiltra‑se em tudo e molda a forma como vivemos, pensamos e reagimos ao futuro. Quem o diz é José Gil, um dos maiores pensadores portugueses da atualidade, na primeira edição do Festival de Filosofia Espanto.
O medo protege-nos, mas também nos pode aniquilar. Segundo José Gil, “o medo retira ao sujeito a sua capacidade de agir”.
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Nesta intervenção, Gil faz uma caracterização do medo que hoje se anuncia através dos perigos trazidos pelas alterações climáticas, pelos avanços da extrema-direita, pela inteligência artificial e por outros fatores.
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Um novo campo de poder e de medo é o da “utilização da inteligência artificial por regimes autocráticos, criando reservas enormes de informações sobre as quais controlarão populações inteiras”, defende.
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A morte da humanidade não faz sentido na vida concreta de cada um. Mas, porque ninguém se sente ameaçado pela morte da humanidade, o seu anúncio, cotidianamente difundido pelos Media, contribui para afastar dos indivíduos a sua morte real. No entanto, paradoxalmente, esta ideia invivível deixa também um rastro nos espíritos, uma apreensão, um medo vago de qualquer coisa que nos ameaça sem que saibamos bem porquê.
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