Desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em fevereiro, o mundo assiste a um fenômeno que muitos analistas ainda relutam em nomear: uma guerra mundial.
Não nos moldes da devastação dos dois conflitos do século 20, mas com os ingredientes que historicamente definem o conceito — dois grandes conflitos simultâneos em continentes diferentes, grandes potências envolvidas diretamente em ambos, e cada uma delas apoiando o adversário da outra no conflito oposto.
É essa a tese de Paul Poast, professor de Relações Internacionais e Ciência Política da Universidade de Chicago.
Poast argumenta que as guerras na Ucrânia e no Irã deixaram de ser conflitos paralelos para se tornar eventos interligados de uma disputa global entre grandes potências — com consequências econômicas que já se fazem sentir em todo o mundo, do preço da gasolina ao custo dos alimentos.
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