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As eleições deste 7 de maio irão determinar a sorte de Starmer e dos trabalhistas, e sofrerão perdas. Aconteceu o que se temia, a polarização extrema entre duas forças que se odeiam entre si, que fomentam o ódio, e que opõem nacionalistas contra imigrantes como único vetor político. Os partidos tradicionais, que também recusam olhar para o declínio, estão arrumados e provavelmente fora do futuro. Tories e Labour vegetam hoje numa incompreensão do que lhes aconteceu, embora não custe reconhecer que as fraquezas de Starmer nada são comparadas com os 15 anos desastrosos do Governo conservador e com a corrupção dos anos covid e a administração do declínio pós-’Brexit’. O ‘Brexit’ foi selvagem, sem medidas que acautelassem a saída da Europa, e Nigel Farage foi, com Boris Johnson, o seu mentor.
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Por aqui se percebe que a sorte do Reino Unido não pode ser ignorada na Europa e deve ser atentamente seguida. Lá como cá, os sistemas centrista e liberais preparam a travessia do deserto ou a extinção. Um admirável mundo novo de raiva e ressentimento dominará a política e a geopolítica.
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