
15 de outubro de 2009
2 de julho de 2009
25 de maio de 2009
De novo
5 de maio de 2009
Ainda
Ainda estou avózinha a plenos pulmões. Desde que aqueles olhos maravilhosos despertam e aqueles bracinhos se erguem para mim até à mesma cena no dia seguinte, vivo deslumbrada.
Só vejo outra gente e outros lugares nos fins de semana.
Mas fiz uma breve pausa para ir a este evento. E gostei muito.
É sempre um tempo precioso, o que dedicamos aos amigos e aos livros.
Só vejo outra gente e outros lugares nos fins de semana.
Mas fiz uma breve pausa para ir a este evento. E gostei muito.
É sempre um tempo precioso, o que dedicamos aos amigos e aos livros.
25 de fevereiro de 2009
Imagens
12 de fevereiro de 2009
Citando
Entre os escombros
...
Às vezes, e esse às vezes deve ter a ver com a idade como com um penchant para a nostalgia e para o fatalismo, olhamos para os nossos objectos com uma presciência estranha: hão-de sobreviver-nos, hão-de ser para outros a talvez incómoda, talvez demasiado espaçosa memória de nós, hão-de ser avaliados e distribuídos como avaliámos e distribuímos a memória de outros. Alguém escolherá entre as nossas coisas o que vale a pena guardar e o que é lixo, alguém decidirá por nós. É como uma estranha forma de sobrevida, talvez a única disponível: uma fotografia antiga, um móvel na casa de um neto, uma carteira de lagarto na mão de uma sobrinha, cartas de amor numa gaveta.
Fernanda Câncio
in Notícias Magazine (01/02/09)
...
Às vezes, e esse às vezes deve ter a ver com a idade como com um penchant para a nostalgia e para o fatalismo, olhamos para os nossos objectos com uma presciência estranha: hão-de sobreviver-nos, hão-de ser para outros a talvez incómoda, talvez demasiado espaçosa memória de nós, hão-de ser avaliados e distribuídos como avaliámos e distribuímos a memória de outros. Alguém escolherá entre as nossas coisas o que vale a pena guardar e o que é lixo, alguém decidirá por nós. É como uma estranha forma de sobrevida, talvez a única disponível: uma fotografia antiga, um móvel na casa de um neto, uma carteira de lagarto na mão de uma sobrinha, cartas de amor numa gaveta.
Fernanda Câncio
in Notícias Magazine (01/02/09)
2 de fevereiro de 2009
Tarde de domingo
Que fazer numa tarde de domingo cinzenta?
Ontem deu-me para um peculiar encontro: com ALEXANDRE O'NEILL, no Parque dos Poetas, em Oeiras. Por ali estivemos em conversa muda e, depois de nos despedirmos, vim pensando naquele título dele, As andorinhas não têm restaurante. A maioria dos homens também não!
Ontem deu-me para um peculiar encontro: com ALEXANDRE O'NEILL, no Parque dos Poetas, em Oeiras. Por ali estivemos em conversa muda e, depois de nos despedirmos, vim pensando naquele título dele, As andorinhas não têm restaurante. A maioria dos homens também não!
27 de janeiro de 2009
20 de janeiro de 2009
13 de janeiro de 2009
Um livro e um espaço
9 de janeiro de 2009
Raízes
8 de janeiro de 2009
Money, money...

Se há duas coisas em Portugal de que todos (acredito mesmo no todos) desconfiamos é da corrupção instalada em muitas autarquias e dos misteriosos financiamentos aos partidos políticos que sempre vão rendendo, rendendo...
Parece que, para esse peditório, há sempre quem vá dando.
Em 2009, ano de eleições várias, por mera coincidência, propõe-se que os concursos públicos vão ser dispensados para obras até 5 milhões de euros. Ajuste directo, para gastar dinheiro dos contribuintes.
E o rigor?
E a transparência?
Quem beneficia com isso?
Em boa teoria, amigos todos temos...
5 de janeiro de 2009
Urgência de pontes
31 de dezembro de 2008
2009
Parto para 2009 tão pouco convicta de que possa ser bom!
Ao meu redor vejo tanta gente só, pobre, desencorajada. Injustiçada.
E vejo outros na abundância e na indiferença pelos que pouco ou nada têm.
De várias partes do mundo nos chegam notícias de guerra, mortes, devastações.
De todo o lado o clamor de que fomos enganados por um sistema que se acreditava auto-regulável e não era. Não houve mão invisível senão a do homem com a sua ganância.
Só na medida em que cada um de nós possa contribuir, na sua pequena ou grande medida, para alterar este estado de coisas, deixo votos de bom 2009.
Ao meu redor vejo tanta gente só, pobre, desencorajada. Injustiçada.
E vejo outros na abundância e na indiferença pelos que pouco ou nada têm.
De várias partes do mundo nos chegam notícias de guerra, mortes, devastações.
De todo o lado o clamor de que fomos enganados por um sistema que se acreditava auto-regulável e não era. Não houve mão invisível senão a do homem com a sua ganância.
Só na medida em que cada um de nós possa contribuir, na sua pequena ou grande medida, para alterar este estado de coisas, deixo votos de bom 2009.
19 de dezembro de 2008
Que brilhe

Que brilhe uma estrelinha bonita para cada pessoa.
Que a esperança em mais justiça, mais paz e mais amor não morra nos corações.
Que saibamos dar valor a tudo o que de bom temos nas nossas vidas.
Que saibamos lutar por tudo o que não temos e nos parece razoável alcançar.
São os meus votos para este tempo de Natal que vivemos.
12 de dezembro de 2008
4 de dezembro de 2008
Um frio
Li há dias, no mais recente livro de Luis Sepúlveda, A lâmpada de Aladino, algo parecido com isto, porque cito de memória:
Os amigos morrem-nos. Não morrem simplesmente, morrem-nos. E deixam-nos um frio, um vazio entre os ossos. Por isso morremos um pouco com eles.
Não me perguntem a razão, mas martela-me a frase no cérebro; há um eco de "um frio", "um frio"...
Talvez porque na vida, a todos que já viveram o bastante, sempre alguém deixou um frio nos ossos. Ganhamos e perdemos afectos. Os que ganhamos nunca são de mais, os que perdemos nunca são substituídos.
Os amigos morrem-nos. Não morrem simplesmente, morrem-nos. E deixam-nos um frio, um vazio entre os ossos. Por isso morremos um pouco com eles.
Não me perguntem a razão, mas martela-me a frase no cérebro; há um eco de "um frio", "um frio"...
Talvez porque na vida, a todos que já viveram o bastante, sempre alguém deixou um frio nos ossos. Ganhamos e perdemos afectos. Os que ganhamos nunca são de mais, os que perdemos nunca são substituídos.
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