2 de agosto de 2024

Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
José Meireles Graça

Viagem ao Algarve e ao passado

O meu amigo e todos os moços da nossa

 idade que conhecíamos tinham

 justificada esperança de um futuro 

 de muito, ou algum, sucesso em 

 Portugal. Hoje não têm.

Fotografia do Colunista
P. João Basto

Blasfémias a mais. Perguntas a menos.

A exigência de reparações e pedidos

 de desculpas por uma ofensa

 ocorrida na cerimónia de abertura

 dos Jogos Olímpicos é, ou não, 

 entrar no mesmo caminho que se 

 tem vindo a denunciar no wokismo?

Fotografia do Colunista
Eva Delgado-Martins

Construindo redes de apoio familiar e social

Ter uma rede de apoio torna a 

vida mais simples e fácil de gerir, 

pelo facto de as pessoas saberem 

que tem alguém ali com quem 

contar, permitindo-lhes 

sentir-se mais acompanhadas

 e seguras.

Fotografia do Colunista
Bruno Campos

JMJ: um ano depois

A correria quotidiana parou 

um pouco, e a cultura católica,

entranhada na sociedade 

portuguesa, exteriorizou-se 

como poucas vezes se tem visto.

As rosas amo



"As rosas amo dos jardins de Adónis,

 Essas volucres amo, Lídia, rosas,

 Que em o dia em que nascem, 

 Em esse dia morrem.


A luz para elas é eterna, porque 

Nascem nascido já o sol, e acabam 

Antes que Apolo deixe 

O seu curso visível.


Assim façamos nossa vida um dia, 

Inscientes, Lídia, voluntariamente 

Que há noite antes e após 

O pouco que duramos."


Ricardo Reis

1 de agosto de 2024

*A Serenata*


"Uma noite de lua pálida e gerânios 
ele viria com boca e mãos incríveis 
tocar flauta no jardim.


Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.

Eu que rejeito e exprobro 
o que não for natural como sangue e veias descubro que estou chorando todo dia, 
os cabelos entristecidos, 
a pele assaltada de indecisão. 

Quando ele vier, porque é certo que vem, 
de que modo vou chegar ao balcão 
sem juventude?

A lua, os gerânios e ele serão os mesmos 
só a mulher entre as coisas envelhece. 
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?

Como a fecharei, se não for santa?"

 Adélia Prado

Si vis pacem, para bellum.

Opinião 


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Regimes como o de Putin, tal como o de Xi ou o dos aiatolas, só respeitam uma coisa: a força. Como qualquer bullyzinho de esquina, são cobardes, fortes com os fracos e fracos com os fortes. 

Queremos evitar uma nova guerra mundial? Queremos continuar a viver em liberdade? Os países (ainda) livres têm de mostrar união. E determinação. E, acima de tudo, força. 
Si vis pacem, para bellum. 

Luís Ribeiro 
Visão do Dia 

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A frase é atribuída ao autor romano do quarto ou quinto século, Flávio Vegécio.

Si vis pacem, para bellum, inscrição na entrada do Centro Cultural do Exército de Madrid.

Medalha de Bronze

 













Parabéns Patrícia Sampaio 👏

Opina Rui Cardoso

Na cena final de “Munique”, filme realizado em 2005 por Steven Spielberg, um agente secreto que durante anos perseguiu palestinianos tidos como responsáveis pelo massacre dos atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Munique (1972), interroga-se em Nova Iorque sobre o sentido da sua missão, perguntando ao respectivo chefe se, por cada quadro inimigo eliminado, não haveria o risco de despontar um outro ainda pior. Em fundo, viam-se as Torres Gémeas, então ainda inteiras.

Desde a fundação do estado de Israel, em 1948, os seus dirigentes, perante as ameaças à volta, julgam-se no direito de interpretar as leis internacionais como entenderam e, se necessário, eximirem-se do cumprimento das mesmas.

Em particular, criaram uma eficiente máquina de matar, visando a eliminação (relativamente) seletiva de inimigos, sem igual no mundo. Uma história cujos primórdios remontam às ruas de Jerusalém em 1944, quando militantes sionistas radicais mataram a tiro Thomas James Wilkin, oficial da polícia britânica (o Reino Unido era a potência que então administrava a Palestina). E que prosseguiu durante décadas, ganhando em sofisticação técnica o que por vezes perdeu em autoproclamada eficiência cirúrgica.

...

Rui Cardoso 

No Expresso 

Visão de humorista

 


Brasa, sardinha e sal

Juntar salada e pão caseiro fatiado ou batata cozida.


































Que rico almoço! 😋

O ciclismo continua


Na imagem - a chegada de ontem.


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Hoje há mais:

7ª Etapa / Felgueiras - Paredes / 160,4 Km 

 1 agosto

É tudo igual ? (Opinião)


Nos últimos dias, os sindicalistas da PSP e os quase sindicalistas da GNR multiplicaram-se em declarações mediáticas ameaçadoras, tendo como alvo principal a decisão do Governo de proceder a aumentos salariais nas Forças Armadas, idênticos àqueles de que beneficiaram os agentes das forças de segurança.

Durante a longa luta dos polícias, marcada por excessos chocantes para os cidadãos, sempre me intrigou por que razão nunca ninguém, que eu saiba, havia questionado o suposto direito ao tratamento igualitário dos agentes policiais relativamente aos da Polícia Judiciária. Aparentemente, todos aceitavam ser uma injustiça o tratamento desigual.

Mas seria injusto porquê? Por que se entendia existir tratamento desigual? Bem vistas as coisas, são mais as diferenças do que as semelhanças entre uns e outros: exigem-se-lhes qualificações distintas; as condições de trabalho, incluindo de tempo, são diversas; as tarefas que desempenham são substancialmente diferentes; os riscos que correm, uns e outros, também. A igualdade decorre automaticamente do uso da palavra “polícia”? Como nunca se discutiu a substância da suposta igualdade, atrás dos polícias vieram os guardas prisionais. E virão, provavelmente, os bombeiros. E, talvez, inspetores e fiscais variados.

...

Sem tais critérios, as reivindicações vão sendo objeto de soluções pontuais erráticas, que resolvem, temporariamente, um problema e criam outros.


João Caupers

In Diário de Notícias 

Artigo completo 👈👈

A um passarinho (poesia)

 














Para que vieste

Na minha janela

Meter o nariz?

Se foi por um verso

Não sou mais poeta

Ando tão feliz!


Se é para uma prosa

Não sou Anchieta

Nem venho de Assis

Deixe-te de histórias

Some-te daqui.


 Vinicius de Moraes

Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Alexandre Borges

Malditos turistas

Os portugueses agora odeiam 

turistas, mas devem ser só os 

portugueses que fazem turismo. 

Porque os que abriram lojas e 

negócios não dizem o mesmo. 

Nem os guias. Nem a economia. 

Nem...

Fotografia do Colunista
Bruno Bobone

É tempo para dizer NÃO

O descrédito sobre quem nos 

conduz vai levar-nos, pouco a

pouco, à destruição do que mais 

valorizamos: uma sociedade 

livre e em paz, que possa ser 

cada vez mais justa e defensora 

da verdade.

Fotografia do Colunista
José António Rodrigues do Carmo

O Tribunal Internacional de Justiça e Israel

Vários planos de paz (seis, no mínimo)

apresentados por Israel e pelos EUA 

nos últimos 25 anos foram rejeitados

pela OLP porque implicavam o que

nenhum muçulmano aceita: um 

estado para o povo judeu!



Fotografia do Colunista
João Pedro Marques

A redenção de Catarina Demony

Catarina Demony e o resto dos 

woke julgam que descobriram algo 

no campo do humanitarismo, da

justiça social e dos direitos 

humanos que está descoberto 

e posto em prática há mais de

 200 anos.


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Afinal há “turismo a mais” ou

 ordenamento a menos?


O país está cheio de turistas e 

começam a aparecer os primei-

ros protestos. Depois do encanta-

mento, a irritação. Mas afinal de 

quem é a culpa? Dos turistas, dos

 gananciosos ou das autoridades

 públicas?

Coruja

Ela representa a inteligência, sabedoria e conhecimento. Também simboliza a reflexão, a racionalidade e a intuição. Esse animal tem o poder de enxergar através da escuridão, conseguindo ver o que outros olhos não alcançam. Na mitologia grega, Atena, deusa da sabedoria, tinha a coruja como seu animal de poder.

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de mão dada (Saramago)

 


"Tentei não fazer nada na minha vida que envergonhasse a criança que fui. Quando me for deste mundo, partirão duas pessoas. Sairei de mão dada, com essa criança que fui."


José Saramago

as insignificâncias (poesia)



"A poesia está guardada nas palavras - 

é tudo o que eu sei.

Meu fado é de não entender quase tudo.

Sobre o nada eu tenho profundidades.


Não cultivo conexões com o real.

Para mim poderoso não é aquele que descobre ouro.

Poderoso para mim é aquele que descobre 

as insignificâncias: do mundo e as nossas.


Por essa pequena sentença 

me elogiaram de imbecil.


Fiquei emocionado e chorei. 

Sou fraco para elogios."


Poema - Manoel de Barros

31 de julho de 2024

Terrível já está




















"Olho por olho e o mundo acabará cego" (Gandhi).


Os leitores do blogue

 Hoje estão por aqui :



Enlevo, é o que me despertam

 









Não brilha o sol,

Nem póde a lua

Brilhar na sua

Presença d'ella!..

Nenhuma estrella

Brilha deante

Da minha amante,

Da minha amada!


A madrugada

Quanto não perde!

O campo verde

Quanto esmorece!

Quanto parece

A voz da ave

Menos suave

Que a sua falla!

.........


Nunca do fundo

Do oceano

Foi braço humano

Colher tão linda

Perola ainda,

Como a formosa

Candida rosa

Que eu amo tanto!


Não sei de santo

Que ha no seu gesto!

No ar modesto

D'aquelle todo...

N'aquelle modo...

Que tudo esquece,

E nos parece

Estar no céo!


João de Deus, 

in 'Ramo de Flores'

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Enlevo, é o que me despertam certas imagens. Felizes os que mantêm a chama acesa por toda a vida.



Um outono quente à espera


Opinião 
...

Com um outono quente à espera, desejo-lhe, caríssimo leitor, um verão o mais sereno possível, sendo certo que a 'estação palerma' (a 'silly season' ou 'o buraco de verão' como lhe chamam os alemães) não será, desta vez, um vazio de notícias. Há que seguir a coragem da Venezuela na rua contra a vergonhosa ditadura de Maduro. Há o furacão Kamala Harris que deixou Trump atarantado. Há Macron a cozinhar uma solução para a França no arame. Há o entalanço dos Açores, onde Montenegro tem que dizer 'não é não' a excluir filhos de desempregados das creches. E há um país a vomitar turistas.

...

Ângela Silva 

EXPRESSO 


Ambulantes


Há quem diga que os gatos, como os pássaros ou as borboletas, são poemas ambulantes.

🌻🌿