14 de setembro de 2010

10 de setembro de 2010

Please don't



Gente civilizada não queima livros.
Muito menos se forem considerados sagrados por milhões de pessoas.
Gente civilizada respeita a fé dos outros.
Porque nenhuma religião permite ou aconselha o desrespeito pela dignidade de quem é ou pensa diferente.
Mr Terry Jones, please don't.

3 de setembro de 2010

Laço aberto

.............
te amar me faz feliz
o amor é um laço aberto
muito perto tiro certo
esperando alguém cair
se iludir se ferir
o amor é desse jeito
manhoso safado e gostoso demais
o amor é um prato quente atraente envolvente
esperando alguém servir engolir repetir
seu amor é um jeito bom de viver
eu não vou te esquecer nunca mais.


Laço aberto - Sandro Lúcio

Já se acabaram as noites de esplanada com muita música ao vivo, sobretudo popular brasileira.
Foi no Algarve e para o ano há-de haver mais, se Deus permitir.

15 de agosto de 2010

Novidades




Já experimentei muitas coisas exóticas.
Por estes dias foram estas: mangustão e granadilhas.
É espantosa a celeridade com que nos chegam, frescos e sumarentos, sabores de qualquer canto do mundo. A nível de transportes e comunicações, durante a minha vida, houve saltos de gigante.

30 de julho de 2010

Às quatro da tarde, uf...


Com o que li aqui fiquei com um novelo nos neurónios.
Vou dormir uma sesta, talvez acorde mais desanuviada.

Coisas do Verão


Voltaram as esculturas à marginal de Sesimbra e à entrada do Castelo.

29 de julho de 2010

Imagens que falam por si


Esta figura nunca precisou de legenda.
Há muito quem não goste de touradas, nem de castelhanos.
Ainda estamos para ver se isto (a lei da Catalunha) resulta...

28 de julho de 2010

Só mais um, só mais um...


O novo candidato.
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Dr. Cavaco Silva, o seu santo é forte!

27 de julho de 2010

Salomónico



No meu leito nas noites busquei

o que amou a minha alma

busquei-o e não o achei.

Levantar-me-ei agora e vaguearei

pela cidade, pelas praças, lugares amplos

hei-de buscar o que amou a minha alma,

busquei-o e não o achei.


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Um rabino chamado Akiba disse que "o dia em que foi composto o Cântico dos Cânticos valia mais do que qualquer coisa deste mundo".


19 de julho de 2010

Azul e verde




Às vezes tenho o rebanho,




às vezes sigo tão só,



há em mim uma porta fechada,




e lá em baixo o mar,



onde tudo é azul e verde,




e todos os males se desfazem na areia.

13 de julho de 2010

Porto de abrigo







Porto de abrigo?
É apenas o lugar/circunstância onde se gosta de estar.

8 de julho de 2010

Meu pedaço


Meu pedaço de azul de há tantos anos!
Lugar de dias alegres e de outros menos bons, solitários até.
Onde sempre me reencontro com a vontade de continuar a perseguir sonhos.
É aqui que me confronto comigo e com a beleza do mundo, é aqui que defino objectivos e me concilio com a vida.
Aqui colho a serenidade que me rege os dias.

7 de julho de 2010

Cidade










Gosto mais de Paris no outono.
Mas no verão também vale a pena, como monstram estas imagens.

3 de julho de 2010

Contentamento descontente



Porque sempre vamos querer mais, cada contentamento é descontente.
Porque olhando à nossa volta, muitas vezes nos sentimos uns privilegiados, fazemos as férias possíveis, absorvemos tudo de bom ou de belo que não tem custos e cuidamos das flores no nosso modesto jardim. Pelo nosso lado, o mar por perto também é indispensável.
Faz-se por que cada breve momento seja de serenidade e paz, polvilhado de um pouco de alegria.

29 de junho de 2010

Impossível é nada


Não é um anúncio da adidas.
É apenas a constatação de um entusiasmo que varre o País, de uma esperança que teima em crescer. Valha-nos isso: ainda há algo, neste nosso Portugal, que anima, entusiasma, move multidões - o futebol.
Cá me estou a lembrar da velha pilhéria dos 3 F's...

11 de junho de 2010

Antes do conselho














Fazer férias portuguesas já era a minha decisão, bem antes do Presidente da República as recomendar.

4 de junho de 2010

Contudo





Tenho tido problemas de saúde.
Contudo, sou a felizarda que se meteu num avião e foi passar oito dias a uma ilha singela e bonita, onde o espírito descansa e os olhos se encantam.

23 de abril de 2010

Na margem outra vez



Depois de tanto tempo ausente daqui, volto a esta minha margem.
E à margem do Tejo. Onde estive há pouco e está escrito:
O rio da minha aldeia
não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele
só está ao pé dele.
A minha aldeia é Lisboa e vou muito para a margem do rio. Estou ao pé dele, encanta-me, mas deixa-me pensar em muitas coisas. Observo, penso.
Deu-me hoje para pensar em como ficamos velhos. E cheguei a algumas conclusões breves, não exaustivas de como e quando ficamos velhos:
  • quando atar os sapatos, cortar as unhas dos pés, mudar uma lâmpada começam a ser tarefas difíceis,
  • quando as nossas preocupações são as lides domésticas, as consultas e os exames médicos, a conta da farmácia e o poupar tostões para que o dinheiro chegue ao fim do mês,
  • quando temos o guarda-roupa cheio e nos arranjamos para sair, temos sempre um ar démodé, um cheiro a naftalina e a passado,
  • quando tiramos o passe social da 3ª idade e perdemos horas nas paragens dos transportes ou as queimamos sem destino e sem objectivo,
  • quando fazemos balanços à vida e sentimos sempre que ela nos foi madrasta e se esvaiu em três tempos,
  • quando falamos com estranhos sempre que possível porque os laços íntimos e próximos se nos foram quebrando e sentimos ainda - e sempre - a necessidade de atenção, pertença e estima,
  • quando olhamos as fotografias que estão nas molduras e elas a fitar-nos amarelecidas, cobertas por uma ténue cortina de tempo passado,
  • quando, de repente, começa a bater-nos no pensamento, como uma obsessão inelutável, o poema "a vida é ai que mal soa",

Aí sabemos, de um saber profundo, como é triste ser velho - em qualquer lado. Mais ainda, talvez, na cidade grande...