16 de janeiro de 2026

Um autor, nova edição

 



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ao fazer-nos recuar ao primeiro quartel do século XIX, obriga o leitor a questionar as mudanças suscitadas pelo “crepúsculo dos grandes”, para utilizar a expressão do historiador Nuno Gonçalo Monteiro. Isto é, quais os resultados alcançados por um século de Iluminismo racionalista, a que se somaram acontecimentos como a independência das 13 colónias norte-americanas (1776); a Revolução Francesa, com os seus ideais de liberdade e igualdade (1789); a emergência e queda do Império napoleónico; e o início da consolidação do Império britânico a uma escala planetária? 

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A resposta, segundo Hazlitt, não passa por negar os valores emancipadores do racionalismo das Luzes, mas sim em demonstrar que os projetos políticos concebidos de forma racional esbarraram com uma multiplicidade de fatores da esfera dos sentimentos, das emoções, paixões, atitudes e dos interesses. Com a força de uma simplificação forçada, pode dizer-se que, à razão do pensamento iluminista, Hazlitt opôs a força dos sentimentos românticos. Nas suas próprias palavras, “os nossos sentimentos tomam parte nas nossas paixões, mais do que no raciocínio”.

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