Israel paga a criadores de conteúdos e influenciadores digitais estrangeiros para que façam visitas guiadas ao país. Só isto já faz soar alarmes. Que se acharia se António José Seguro ou Luís Montenegro canalizassem dinheiros públicos para que gente da Escandinávia ou de Kuala Lumpur ou da Serra Leoa ou de Nárnia viesse colher a sombra dos jacarandás para, a seguir, produzir conteúdos online nos seus países de origem? E que se acharia se esses mesmos estrangeiros cá viessem guiados pela mão, pondo os pés nos centímetros cúbicos de chão autorizado, recebendo uma narrativa de um narrador participante como se fosse omnisciente? Quantos contribuintes bradariam aos céus por se lhes gastar o dinheiro dos impostos em turistas políticos com passaporte de outros lados?
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