Recebi uma encomenda da Bertrand. E trazia esta etiqueta.
Vem confirmar o que já tinha lido sobre a história da dita livraria:
Como um rio correm os dias e este espaço é uma margem onde deito pedrinhas à água.
Recebi uma encomenda da Bertrand. E trazia esta etiqueta.
Vem confirmar o que já tinha lido sobre a história da dita livraria:
ANA GOMES DIXIT:
"Eu acho que isto é uma tempestade num copo de água ou é, digamos, uma tentativa de polarizar a sociedade por parte de setores conservadores, que revelam grande ignorância", começou por dizer a antiga diplomata, no seu habitual espaço de comentário, referindo que o quadro que inspirou a encenação é do pintor holandês Utrecht Jan Harmensz van Bijlert, intitula-se 'A Festa dos Deuses', e não a 'A Última Ceia', de Leonardo da Vinci.
"Revela uma olímpica, uma santa ignorância", atirou a comentadora.
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Só os ignorantes e conservadores é que interpretaram erroneamente ?
Os Socialistas têm a exclusividade de fazer leituras definitivas do que é visto num espectáculo ?
No Observador
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É um adeus
Não vale a pena sofismar a hora!
É tarde nos meus olhos e nos teus
Agora,
O remédio é partir discretamente,
Sem palavras,
Sem lágrimas,
Sem gestos.
De que servem lamentos e protestos
Contra o destino?
Cego assassino
A que nenhum poder
Limita a crueldade,
Só o pode vencer a humanidade
Da nossa lucidez desencantada.
Antes da iniquidade
Consumada,
Um poema de líquido pudor,
Um sorriso de amor,
E mais nada.
Miguel Torga
As honras que finalmente recebeu da sua Irlanda natal incluíram o Prémio Presidencial de Serviços Distintos em 2018.
Em 2018, ganhou o prestigiado Prémio PEN/Nabokov de Realização em Literatura Internacional, homenageado por ter quebrado "barreiras sociais e sexuais para as mulheres na Irlanda e fora dela".
INVOCAÇÃO
"Que sabem os pássaros do outono que chega, com o seu fundo de nuvens, derramando o cinzento sobre o céu da memória? Ouço-os, de madrugada, anunciando a partida, e vejo o horizonte encher-se com a sua migração, levando para algures a nostalgia do estio. Sigo-os com os olhos; e o tempo que me deixam esvazia-se de música, como se o silêncio não tivesse o seu ruído imenso, e uma vibração de nada não me trouxesse aos ouvidos o seu eco, roubado a um poço fechado numa infância distante.
Quantas vezes me avisaram, esses pássaros, do que estava para vir? Li no seu peito aberto um futuro branco; e enchi-lhes de sombra as entranhas para que, onde houve um coração, a vida ainda pulsasse, mesmo que não fosse mais do que o desenho pálido de um ser antigo.
Mas é no presente que o seu canto me toca; e dou- Ihes, no abrigo da estrofe, um ninho de palavras onde o seu sono se recolha do inverno, e os seus olhos fechados guardem a imagem do azul, o desejo do voo, e um restolhar de folhas no vento da tarde."
Nuno Júdice
Não ao revisionismo, não ao branqueamento.
Seja qual for o lugar e o tempo histórico.
Há contextos e factos, mais nada.
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Le prince Charles-Philippe relève plusieurs scènes qu’il « condamne fermement ». Sans grande surprise, le duc d’Anjou a été choqué par le tableau mettant en scène une chanteuse lyrique interprétant Marie-Antoinette décapitée depuis une fenêtre de la Conciergerie, lieu où la reine fut exécutée, le tout sur une musique du groupe de métal français Gojira. Pour le prince Charles-Philippe, il s’agit « d’un des moments les plus honteux de cette cérémonie ».
No Observador
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Os adultos quando saem da igreja não inspiram grande ambição espiritual. Podem ter gostado ou não ter gostado mas, sobretudo, e em comparação com as crianças, perdem a capacidade de sair com perguntas | |||||||||
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Uma coisa fora de serviço é uma coisa que não serve, ou já não serve, ou não é usada, para aquilo para que foi feita. Sabemos isso muito bem ao entrar num museu.
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Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
Poema de Ferreira Gullar, (excerto), publicado em 1963
Sou um homem comum
de carne e de memória
de osso e esquecimento.
Ando a pé, de ônibus, de táxi, de avião
e a vida sopra dentro de mim
pânica
feito a chama de um maçarico
e pode
subitamente
cessar.
Sou como você
feito de coisas lembradas
e esquecidas
rostos e
mãos, o guarda-sol vermelho ao meio-dia
em Pastos-Bons,
defuntas alegrias flores passarinhos
facho de tarde luminosa
nomes que já nem sei
bocas bandeiras bananeiras
tudo
misturado
essa lenha perfumada
que se acende
e me faz caminhar
Sou um homem comum
brasileiro, maior, casado, reservista,
e não vejo na vida, amigo,
nenhum sentido, senão
lutarmos juntos por um mundo melhor.
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