29 de julho de 2024

Bem antiga livraria

Recebi uma encomenda da Bertrand. E trazia esta etiqueta. 


Vem confirmar o que já tinha lido sobre a história da dita livraria:



Tem razão Ana Gomes ?



ANA GOMES DIXIT:

"Eu acho que isto é uma tempestade num copo de água ou é, digamos, uma tentativa de polarizar a sociedade por parte de setores conservadores, que revelam grande ignorância", começou por dizer a antiga diplomata, no seu habitual espaço de comentário, referindo que o quadro que inspirou a encenação é do pintor holandês Utrecht Jan Harmensz van Bijlert, intitula-se 'A Festa dos Deuses', e  não a 'A Última Ceia', de Leonardo da Vinci.

"Revela uma olímpica, uma santa ignorância", atirou a comentadora.

**********

Só os ignorantes e conservadores é que interpretaram erroneamente  ?

Os Socialistas têm a exclusividade de fazer leituras definitivas do que é visto num espectáculo  ?


Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Mafalda Pratas

EUA: a eleição presidencial mudou

Veremos se a escolha de VP 

não custa muito caro a Trump.

A verdade é que, quando 

escolheu JD Vance, Trump 

concorria contra Biden e tudo 

parecia indicar que venceria

 facilmente as eleições de 

Novembro.

Fotografia do Colunista
Dinis de Abreu

A contas com a Justiça...

Tal como no SNS – arruinado 

por sucessivos erros,

 aproveitamentos e cativações

 à sorrelfa –, também a Justiça

 padece de problemas crónicos

 que ninguém parece capaz 

de encarar e de superar.

Fotografia do Colunista
Jorge Barreto Xavier

O Capitalismo Emocional

Temos de acrescentar ao 

“direito de desligar” o “dever 

de desligar”. Estar menos

 tempo online. Aceder a fontes

 credíveis de apresentação 

da (s) “realidade (s)”, da

 “verdade (s)”.

Adeus (poesia)



É um adeus

Não vale a pena sofismar a hora!

É tarde nos meus olhos e nos teus


Agora,

O remédio é partir discretamente,

Sem palavras,

Sem lágrimas,

Sem gestos.


De que servem lamentos e protestos

Contra o destino?

Cego assassino

A que nenhum poder

Limita a crueldade,


Só o pode vencer a humanidade

Da nossa lucidez desencantada.

Antes da iniquidade

Consumada,


Um poema de líquido pudor,

Um sorriso de amor,

E mais nada.


Miguel Torga

28 de julho de 2024

Uma grande escritora, RIP Edna

As honras que finalmente recebeu da sua Irlanda natal incluíram o Prémio Presidencial de Serviços Distintos em 2018.

Em 2018, ganhou o prestigiado Prémio PEN/Nabokov de Realização em Literatura Internacional, homenageado por ter quebrado "barreiras sociais e sexuais para as mulheres na Irlanda e fora dela".

Em 2021, a França nomeou-a Comandante da "Ordre des Arts et des Lettres", a mais alta distinção cultural do país.

Há o dar e o receber



 

Os pássaros do outono

 


INVOCAÇÃO

"Que sabem os pássaros do outono que chega, com o seu fundo de nuvens, derramando o cinzento sobre o céu da memória? Ouço-os, de madrugada, anunciando a partida, e vejo o horizonte encher-se com a sua migração, levando para algures a nostalgia do estio. Sigo-os com os olhos; e o tempo que me deixam esvazia-se de música, como se o silêncio não tivesse o seu ruído imenso, e uma vibração de nada não me trouxesse aos ouvidos o seu eco, roubado a um poço fechado numa infância distante.

Quantas vezes me avisaram, esses pássaros, do que estava para vir? Li no seu peito aberto um futuro branco; e enchi-lhes de sombra as entranhas para que, onde houve um coração, a vida ainda pulsasse, mesmo que não fosse mais do que o desenho pálido de um ser antigo.

Mas é no presente que o seu canto me toca; e dou- Ihes, no abrigo da estrofe, um ninho de palavras onde o seu sono se recolha do inverno, e os seus olhos fechados guardem a imagem do azul, o desejo do voo, e um restolhar de folhas no vento da tarde."


Nuno Júdice

A História é o que é !



































 
E não deve ser reescrita.

Não ao revisionismo, não ao branqueamento. 

Seja qual for o lugar e o tempo histórico.

Há contextos e factos, mais nada.

******

Le prince Charles-Philippe relève plusieurs scènes qu’il « condamne fermement ». Sans grande surprise, le duc d’Anjou a été choqué par le tableau mettant en scène une chanteuse lyrique interprétant Marie-Antoinette décapitée depuis une fenêtre de la Conciergerie, lieu où la reine fut exécutée, le tout sur une musique du groupe de métal français Gojira. Pour le prince Charles-Philippe, il s’agit « d’un des moments les plus honteux de cette cérémonie ».



Venezuela

 Esperar para ver ...





Há dias difíceis

Fantástico atleta teve um dia azarado.

Oxalá tenha boa e rápida recuperação. 





Estão verdes

Estão verdes: ainda não prestam, los tomatitos.

Bem garrida, no quintal, só a joaninha. 😏


Os arrozais de Melides




 


Notícia do Expresso 

E mais Portugal

 Imagens da Internet 










Portugal, mais lugares











 

Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Tiago de Oliveira Cavaco

Madalena e o Mestre

Os adultos quando saem

 da igreja não inspiram

 grande ambição espiritual.

 Podem ter gostado ou não

 ter gostado mas, sobretudo,

 e em comparação com as

 crianças, perdem a

 capacidade de sair com

 perguntas

Fotografia do Colunista
Miguel Tamen

Fora de Serviço

Uma coisa fora de serviço é uma

 coisa que não serve, ou já não

 serve, ou não é usada, para

 aquilo para que foi feita. 

Sabemos isso muito bem ao

 entrar num museu.



Fotografia do Colunista
Diogo Ponces Bento

O SNS e a saúde privada 

Porque não assumir que

 a capacidade instalada

 de público e privado, juntos,

 consegue responder à procura,

 e definir incentivos para que

 produzam mais e melhor?


O peso da palavra nunca dita

 


Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.


Homem comum (poesia)

Poema de Ferreira Gullar, (excerto), publicado em 1963

 



 

Sou um homem comum
de carne e de memória
de osso e esquecimento.
Ando a pé, de ônibus, de táxi, de avião
e a vida sopra dentro de mim
pânica
feito a chama de um maçarico
e pode
subitamente
cessar.

 

Sou como você
feito de coisas lembradas
e esquecidas
rostos e
mãos, o guarda-sol vermelho ao meio-dia
em Pastos-Bons,
defuntas alegrias flores passarinhos
facho de tarde luminosa
nomes que já nem sei
bocas bandeiras bananeiras
tudo
misturado
essa lenha perfumada
que se acende
e me faz caminhar
Sou um homem comum
brasileiro, maior, casado, reservista,
e não vejo na vida, amigo,
nenhum sentido, senão
lutarmos juntos por um mundo melhor.


...