5 de março de 2026

Muero contigo, estío (poema)

Um livro, um poema 
 

Al verte morir año tras año, estío,
contigo me voy muriendo.

Muero añorando esa luz que se despeña contra las ortigas,
bañando las mareas, desarbolando las almas ávidas de libertad.

Y ante la más que cantada senectud de una algarabía
que venía rompiendo las rutinas, de manera sibilina
comienza el tiempo como a derrumbarse,
como a disolverse,
a dispersarse como árbol que se inmola,
como amor agonizante,
como carrusel apolillado.

Muero contigo, estío;
cada año más atónito y entristecido
al verte girar hacia el abismo otoñal el cual,
aún siendo hogar y matria,
me ahoga en su intolerancia, en su mermar,
en la distancia que expandiendo se va
entre la derrota de nuestros sueños y la ambición
de un futuro que zarpa hacia lo menguante.

Mueres, estío, y yo contigo.

Máximo Gorki


 

RIP António


 RIP
Viveu, sentiu, pensou e contou muito da alma humana, da sua e da dos outros. 

****
A infância, os irmãos, os pais, o avô, os amigos, as mulheres. Todas as mortes. Os amores. África e os seus lutos... A inexplicável vontade de escrever.
De tudo isto nos foi falando, com mestria. 

São opiniões



 No Observador 

Nas capas





 

4 de março de 2026

Nunca houve


 

Quando será suficiente?



 Dentro de dias, semanas ?  🫣
?


Recortes da Visão








 





O modernismo português


modernismo entrou em Portugal pela mão de três gigantes: Amadeo de Souza-Cardoso, Guilherme Santa-Rita e José de Almada Negreiros. Destes três artistas plásticos, só Almada viveria para além dos 30 anos. E, contudo, seriam eles, sobretudo os dois primeiros, a levar a pintura portuguesa para o século XX, numa altura em que o país, republicano, se tentava reinventar. Em Paris — para onde iriam, um em 1906 e o outro seis anos depois — tomariam contacto com as correntes de vanguarda. Santa-Rita aderiria ao futurismo, proclamado por Marinetti, em 1909, enquanto Amadeo, sem se agarrar a nenhum movimento, experimentaria e absorveria tudo, fazendo, depois, a sua própria síntese.

Por essa altura, Almada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915, estariam ligados à Revista Orfeu e, dois anos depois, à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso morreriam jovens em 1918, um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almada, que viveria até 1970, manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parte, será numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.


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O concreto e o imaginado



 

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Opiniões

 No Observador 





Honrar acordos


Bruxelas admite esperar que o Presidente norte-americano "honre" o acordo comercial e tarifário assinado no verão passado, insinuando também ser possível que o bloco lance medidas de retaliação caso Trump isole Espanha em represália.

Foi assim que a União Europeia reagiu às ameaças de Donald Trump de suspender todas as relações comerciais com Espanha devido à sua decisão de não permitir que os EUA utilizem as suas bases militares para bombardeamentos contra o Irão.

Capas de jornais




 

3 de março de 2026

Um filósofo português

 

Agostinho da Silva (1906-1994) foi um filósofo português que defendeu uma vida pautada pela criação em vez do trabalho, a liberdade individual absoluta e a aposta no futuro através da imaginação. A sua reflexão promove a "arte de viver" (philosophia ut ars vivendi), valorizando a alegria, o pensamento independente e a recusa de planos rígidos. 



Posições

 Recortes do EXPRESSO 







O Irão


Se o Irão fosse um país igual aos outros esta guerra seria, talvez, rápida ou mais rápida. Talvez. Mas o Irão é mais do que um país islâmico, é um país devorado por duas paixões, a vingança e a expiação. O sacrifício final, vulgo martírio, e o íntimo massacre são constitutivos da religião que domina o Irão, incluindo os mais jovens que nela não se reveem, mas são obrigados a submeter-se. A religião que controla todo o aparelho político, militar, social e económico. Que controla a estratégia do país na região e a permanente ameaça aos países considerados inimigos letais e a abater. Israel e os Estados Unidos. O Grande Satã, repare-se nos termos, e o país que nunca deveria existir, a pátria do odiado sionismo.

Essa religião é o xiismo que historicamente tomou conta do Império Persa, destronando as outras religiões como o zoroastrismo, a religião monoteísta do profeta Zoroastro ou Zaratustra, e ganhando uma configuração extremista e violentamente belicista desde que o ayatollah Khomeini desembarcou em Teerão vindo de Paris do exílio. A 1 de fevereiro de 1979. Aclamado por milhões de devotos. A República Islâmica começava, e o Ocidente celebrava com as piedades do costume o advento de uma nova era e o fim da ditadura do xá confinado a um exílio e abandonado por todos os aliados. Cedo repararam que não era bem assim. Outra ditadura começava. Bastava reparar no olhar opaco e negro de Khomeini, um olhar assassino, para perceber que não iria correr bem.


***

Mas não tem condições para resistir durante muito tempo e quando se acabarem os mísseis está perdido. Até lá, esta guerra terá consequências globais, danosas, e em particular para o Médio Oriente. Como todas as outras guerras. Não há um plano político, dizem os analistas, outra piedade repetida. Ali, nunca poderia haver um plano. A religião condiciona o pensamento, e a religião é irracional e terminal.


O Irão não é um país igual aos outros.


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