Uma das expressões mais fascinantes da nossa vida democrática deve-se a Assunção Esteves, a única mulher que até hoje presidiu ao nosso Parlamento e a quem calhou ocupar o segundo lugar do Estado no difícil quadriénio 2011-2015, quando Passos Coelho resgatou o país da falência herdada de Sócrates com rédea curta e mão pesada. Assunção era amiga pessoal de Passos mas sempre foi uma mulher livre e não escondeu os medos que por vezes lhe atormentaram o sono, chegando a confessar um deles – o do "inconseguimento de estar num centro de decisão fundamental e a isso poder corresponder uma espécie de nível frustracional". Isto foi em 2014.
***Na frente externa, ainda vá que não vá: como a Europa conseguiu explicar ao Presidente dos EUA que, se cuspiu os aliados, agora não lhes pode vir pedir batatinhas no estreito de Ormuz, o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros até falou claro – esta guerra, para já, não é nossa.
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Assunção Esteves dizia que “ou conseguimos melhorar o mundo ou teremos de perguntar como se dorme o nosso sono” e a "mudança tranquila" não pode continuar a dormir na forma. Das quatro hipóteses que vêm nos livros sobre governos minoritários, Montenegro vai ter que explicar melhor qual é a sua.
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