No seu discurso de final de mandato, em dezembro passado, Alexis Goosdeel, que liderou durante dez anos a Agência Europeia sobre Drogas (EUDA), sediada em Lisboa, alertou para a “hiperdisponibilidade” das drogas e “o policonsumo que se tornou norma” nos últimos anos, destacando uma substância merecedora de especial preocupação. “Quando iniciei o meu mandato, a heroína era a principal droga problemática. Hoje, a cocaína está mais acessível, mais barata e mais potente do que nunca”, disse o ex-diretor executivo. A produção, o tráfico e o consumo da substância têm galopado no continente, tendo como maior porta de entrada o mar, a partir do sul da América, onde a folha de coca é cultivada, através de contentores marítimos.
Depois dos Estados Unidos da América, o Reino Unido é o país com o maior número de consumidores: um em cada 40 ingleses já consumiu a droga.
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