31 de março de 2026

Irritante

A palavra transacional, muito ouvida nos últimos tempos, começa a ser irritante para os meus ouvidos. 

Vi na Internet a seguinte explicação:

Parece ser aplicável ao mundo dos negócios e também a relações psicológicas, com vantagens mútuas. São duas áreas de conhecimento, negócios e psicologia, em que sou muito mal informada. 
Mas quando o transacional se efectua no âmbito da lei da selva (do mais forte) parece-me, na minha pouca sabedoria, que passa a poder chamar-se predação (benefício de um e prejuízo máximo do outro).
E isso não é próprio de humanos, socialmente organizados. Aqui é preciso haver regras. 



Amanhã, 1 de Abril


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Actualização 1 Abril

Dedo no gatilho

 



Donald Trump continua a negociar com o Irão sob ameaça. Diz que as conversas estão a correr bem, que o regime está mais razoável, mas avisa que se o estreito de Ormuz não for aberto em breve, vai atacar todas as infraestruturas energéticas do país. Na zona do Golfo teme-se que os efeitos desta guerra se vão fazer sentir durante muito anos na indústria de petróleo e gás, atingindo economias em todo o mundo. 

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Recortes da Visão










 

Arquitectura de dependências

 Notícia d'AQUI  👈👈


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O terceiro nível é o da presidência de Trump. Aqui, à lógica estrutural sobrepõe-se uma prática transaccional orientada para ganhos de curto prazo e gestão de percepção. Há também uma dimensão pessoal, a procura de inscrição histórica, que encurta horizontes e introduz volatilidade num processo que, por natureza, se desenvolve em ciclos longos. A esta mistura acrescentou-se esta semana uma variável perturbadora: a utilização de declarações diplomáticas como instrumento de movimentação de mercados de commodities, com opacidade suficiente para suscitar dúvidas sérias sobre a fronteira entre retórica de Estado e oportunismo privado.

A leitura torna-se assim mais clara. Para Israel, trata-se de continuar a desgastar um adversário existencial por fases calculadas. Para os Estados Unidos, no plano estrutural, os objectivos de reposicionamento da arquitectura económica global estão a ser servidos independentemente da retórica do momento. A tentação de apresentar este episódio como definitivo pertence ao terceiro nível, não aos outros dois.

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👆👆 Diário de Notícias 

É mesmo?


 

Cheira-me a esturro

O facto de receber um telefonema a perguntar sobre "o assunto da viagem do grupo X, para o destino Y", cheirou-me a esturro. Parece que alguém deu o meu contacto telefónico como se fosse de uma agência de viagens. 

Hoje em dia, há sempre alguém pronto para



Foto: Getty Images 

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30 de março de 2026

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Um livro, um poema


A las gaviotas
no las matan los hombres con sus carabinas.
Libres en su aleteo
mecido por el viento.
Eterno disfrute.
Y viven bien su natural discreción.
No las matan los hombres con sus carabinas.
Cazadores turísticos, escopeteros del ruido.
Matan por el placer de matar.
Escupen por el placer de escupir.
Odian por el placer de odiar.
Animales muertos
en sus cacerías de postín.
Ahítos sus estómagos de tanto comer.
Gordos escopeteros,
esperando a sus presas
escondidos en sus ilustres madrigueras.
Ricos de pólvora:
¿Cómo se mira a un animal
abatido por tus propios disparos?

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