3 de março de 2025
Opiniões
No Observador
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Aquilo a que Churchill chamou a nossa ‘civilização liberal’ do Ocidente deve continuar a merecer a nossa lealdade.
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Silêncio perpétuo (poema)
2 de março de 2025
Mais um poema
Razão de ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
Paulo Leminski
Destrucción mutua - poema
LA COSA ROJA
Aroa Moreno Durán
in Todavía una noche
Opiniões
No Observador
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Em 2025, e depois do cisma de Trump na aliança atlântica, a Europa tem a possibilidade de estabelecer uma diplomacia quadrangular: EUA, Rússia, China e União Europeia. | |||||||||
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Andar a pé tem a fama de ser uma manifestação de liberdade. O metropolitano sugere ao invés que vamos para onde vamos às escuras e sem cenário. | |||||||||
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Não cresci num ambiente em que sentir-se amado depende de muitos elogios ou mimos, antes sobretudo da presença fiel e constante daqueles que cuidam de nós. Sei que sou um privilegiado por causa disso. | |||||||||
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A revisão das normas de prescrição sob uma perspetiva de direitos humanos afigura-se essencial para garantir que o tempo se não torne um aliado da impunidade. | |||||||||
Um livro
Um livro que continua actual
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As referências literárias abundam, assim como as científicas e as históricas, e até, como já vimos, as pessoais – porque cada um tem a sua própria guerra –, ao lado de reflexões mais ensaísticas. Como esta, que descreve como o impulso de guerra não é separável das condições socioeconómicas e da manutenção do poder: “Durante todo o século XX, ficou claro que o padrão de vida dos países industrializados não pode ser multiplicado pela população total do mundo. Criámos uma maneira de viver que terá de ser sempre limitada a uma pequena minoria. Esta minoria pode ser constituída por uma vasta classe média num pequeno grupo de países e uma reduzida classe alta nos restantes. Os membros reconhecem-se entre si pelo poder de compra. Têm um interesse partilhado em conservar os seus privilégios - se necessário, pela força. (...) A situação de violência global é o núcleo duro da nossa existência.”
O que diria o autor sobre o mundo tal como hoje se desenha? Se não lhe podemos perguntar, pois Lindqvist morreu em 2019, a última frase do livro - “E do que ainda está para vir” - serve de resposta, aludindo a um movimento bélico, cíclico e circular que nos obriga a olhar para um dos fragmentos iniciais, situado em maio de 1940, quando Churchill deu ordem para bombardear a Alemanha.
Luciana Leiderfarb
Expresso
O Padrinho - OPINIÃO
RECORTE DE IMPRENSA
O Padrinho, Parte II
Na véspera da visita do Presidente Zelensky à Casa Branca, a capa da revista The Economist inscrevia a negro sobre fundo vermelho o seguinte título: “The Don’s New Wold Order”. Na imagem da prestigiada revista, célebre pela qualidade das suas capas, o vulto a negro de Donald Trump, com o seu inefável boné Maga, seguido por alguns outros vultos sombrios dos mais conhecidos autocratas que hoje pululam no mundo, o primeiro dos quais o chefe da velha “família” de rivais que resolveu unir forças com o “inimigo” para tomar conta do bairro.
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1 de março de 2025
Uma história da América
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Daqui por dois ou três séculos, os historiadores conseguirão traçar uma história da América percorrendo os inimigos na ficção de grande consumo.
Primeiro foram os peles-vermelhas, depois os gângsteres tipo Al Capone, vieram os nazis e logo a seguir os soviéticos. No final do século XX, começamos a ter presença dos gangues de latinos nas cidades e dos regimes ditatoriais e dos traficantes de droga de repúblicas imaginárias da América Latina, seguido de agentes perdidos da antiga cortina de ferro.
Mais tarde, usaram-se abundantes mercenários saídos das guerras na antiga Jugoslávia, o Islão de Saddam primeiro e o de Bin Laden depois, bem como o Daesh, nunca esquecendo em várias fases os doidos megalómanos da tecnologia, os tecnoczares de tipo Elon Musk e os mafiosos de raiz italiana instalados sobretudo em Nova Iorque e arredores.
Pelo meio, mas com menos frequência do que talvez pudéssemos imaginar, o inimigo oriental, fosse chinês, japonês (as tríades) e norte-coreano, ainda que ultimamente os chineses sejam menos visados porque (dizem os passarinhos) há muito capital chinês investido em plataformas e estúdios de Hollywood e seria insensato chamar-lhes inimigo.
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Opiniões
No Observador
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Acabar a guerra é fácil. Foi a Rússia que a desen- cadeou, pode pará-la num instante, bastando retirar as suas tropas do país atacado. Mas não se acaba com uma violação obrigando a vítima a aceitá-la. | |||||||||
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Ao contrário do que se poderia supor, os mais fortes sinais de “defesa musculada da democracia musculada” não vêm da América de Trump, mas importam da América o estilo do mais puro Deep State.
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