26 de outubro de 2023
Da Oficina Real de Lisboa
O Olival (poesia)
Jorge Valdés Díaz-Vélez
Antagonismo duradouro
Comentários de António Guterres foram a mais recente polémica que colocou em lados opostos as Nações Unidas e o Estado de Israel — um fenómeno quase tão antigo como a própria ONU.
Uma frase do secretário-geral da ONU fez estalar o verniz na diplomacia de Israel. António Guterres já fez saber que nunca quis justificar a acção do Hamas e afirmou-se “chocado” com a “má interpretação” das suas palavras. Irá esta polémica inviabilizar a mediação das Nações Unidas na guerra Israel/Hamas? RUI CARDOSO jornalista do Expresso e comentador da SIC, lembra que “infelizmente” Israel tem um historial de desrespeito pelas decisões da ONU.
Fonte: EXPRESSO
Paulo Baldaia (podcast)
Opiniões
No Observador
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A lição que vem de Varsóvia confirma que a sobrevivência da democracia depende da separação da identidade conservadora religiosa do nacionalismo autocrático.
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25 de outubro de 2023
O vento na ramaria
Poema de um fado
A saudade, meu amor
É o martírio maior
Da minha vida em pedaços;
Desde a tarde desse dia
Em que ao longe se perdia
P'ra sempre o som dos teus passos
Saudades fazem lembrar
Silêncios do teu olhar
E essa antiga melodia
Que o vento na ramaria
Lembras-te daquela vez
Quando eu cantava a teus pés
Quando o luar prateava
E quando a noite orvalhava
Jardim distante e deserto
Sinto tão longe e tão perto
Devaneio e realidade
Silêncio, sombra, saudade
Diplomacia
O protagonista: Joe BidenO mais urgente, diante de uma tragédia entre povos, é a diplomacia entre eles. Para um dos secretários de Estado mais marcantes da política externa inglesa, apesar disso, a diplomacia é também o inverso da tragédia. “Não há nada de dramático nos sucessos de um diplomata. As vitórias são feitas de avanços microscópicos. Uma sugestão aqui, uma cordialidade ali. A sabedoria de conceder num momento, a perspicácia de persistir noutro. Um tato sempre desperto, uma calma inamovível e uma paciência que nenhuma provocação, jogatana ou golpe consiga perturbar” são as características que Salisbury elencava como essenciais para os estadistas dedicados às relações internacionais. Não é certo que Joe Biden tenha lido Salisbury, mas a sua escola é garantidamente a mesma. Apesar da sua viagem ao Médio Oriente ter tudo para correr mal ‒ com um encontro com a Autoridade Palestiniana cancelado com o Air Force One ainda no ar ‒, Biden cumpriu. Com 80 anos de idade, tem 50 de política externa no currículo e 40 de relação pessoal com Netanyahu para contrabalançar os ímpetos menos fiáveis do seu Governo. De Biden tivemos o que esperávamos e o que precisávamos, sem mudar uma vírgula. O direito à segurança e à defesa do Estado de Israel. E o direito à dignidade e à autodeterminação do povo palestiniano. O mínimo olímpico que, hoje em dia, merece medalha de ouro. A lição diplomática de Biden é a mais antiga de todas: para dar sapos a engolir é preciso engolir alguns. Salisbury teria dito de maneira diferente, mas provavelmente feito da mesma forma. Sebastião Bugalho Expresso |
Cem anos ?
...
O que é perturbador é que, se perguntássemos, há 70 anos, a um palestiniano e a um judeu qual iria ser o problema dos seus netos e bisnetos, eles teriam dito “o conflito israelo-árabe”. E teriam acertado. Será esta a nova Guerra dos 100 Anos?
Filipe Luís
Visão do Dia
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A outra guerra dos Cem Anos foi na Idade Média.
No século XXI já não se compreende.
O canavial e o mar (poema)
O que o mar sim aprende do canavial:
Opiniões
No Observador
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Contas certas devem ser uma prioridade. O problema com o governo de António Costa tem sido a forma. Parece que passamos da fase da degradação dos serviços para a injustiça fiscal | |||
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24 de outubro de 2023
HORIZONTE (poesia)
Ó mar anterior a nós, teus medos
O que disse Guterres
"O povo palestiniano foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante. Viram a sua terra constantemente devastada por colonatos, assolada por violência, a sua economia esmagada, as suas populações deslocadas e as suas casas demolidas. A esperança de uma solução política para a situação tem vindo a desaparecer", afirmou António Guterres, lembrando a ocupação dos territórios palestinianos por Israel após a Guerra dos Seis Dias.
É "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamista "não aconteceram do nada", mas "o sofrimento do povo palestiniano não pode justificar os terríveis ataques do Hamas". "E esses terríveis ataques não podem justificar a punição colectiva do povo palestiniano", reforçou.
"Num conflito armado, nenhum lado está acima da lei humanitária internacional", acrescentou, denunciando "claras violações da lei internacional em Gaza". "Para aliviar um sofrimento épico, tornar mais fácil e segura a entrega de ajuda e facilitar a libertação de reféns, reitero o meu apelo a um cessar-fogo humanitário imediato."
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Por causa destas palavras, Israel pediu a demissão do Secretário-Geral da ONU
Francis Martin O’Donnell, antigo funcionário da ONU, recorda que nem a Rússia pediu a demissão de Guterres, após várias declarações muito duras sobre a invasão da Ucrânia.
Inferno e demónios
Já W. Shakespeare dizia:
Yocheved Lifshitz, de 85 anos, uma das duas idosas libertadas na segunda-feira, contou que também recebeu atendimento médico e que reféns estão em cativeiro nos túneis controlados pelo Hamas na Faixa de Gaza.
Capitalismo e populistas
Crise do Capitalismo Democrático - Publicado agora em versão portuguesa (edição da Gradiva) é o último livro de Martin Wolf .
Martin Wolf, escreve sobre a dissociação que se vai vivendo entre o capitalismo e a democracia em vários países. Para muitas pessoas, as respostas que a economia de mercado vai dando à sociedade, em particular depois da crise financeira, não têm sido suficientes. O que alimenta ressentimentos, frustações e, claro, abre caminho ao aparecimento – e ascensão – de políticos populistas sempre prontos para surfar a onda.
Opiniões
No Observador
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23 de outubro de 2023
Um encontro e um livro
"conversações de paz" entre Yerevan e Baku.
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Opiniões
No Observador
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