Aos olhos da saudade, como o mundo é pequeno.
Como um rio correm os dias e este espaço é uma margem onde deito pedrinhas à água.
Aos olhos da saudade, como o mundo é pequeno.
Os dois últimos meses tiveram um número de visualizações anómalo. Mas são bots. Dá para perceber, no gráfico de determinado período de tempo:
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O erro não foi apenas acreditar que era definitiva. Foi acreditar que era gratuita. Que a segurança europeia era um efeito secundário da democracia, um privilégio da civilização, um direito adquirido. Trinta anos de luxo fizeram-nos esquecer uma regra básica: quem não se prepara para a guerra, está a preparar-se para perder uma.
A ilusão durou até 2014. A Rússia anexou a Crimeia, a Europa ameaçou, sancionou, discursou. Putin ouviu e avançou. Em 2022, invadiu a Ucrânia. A Europa hesitou, debateu, avaliou, financiou. Três anos depois, os Estados Unidos da América decidem que a ameaça não é a Rússia, nem a China. A ameaça é a própria Europa.
A mensagem de Trump não teve subtilezas. A culpa da guerra não foi da Rússia. Foi da Ucrânia. O erro não foi Putin ter invadido. Foi Kiev ter existido.
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A primeira coisa a constatar é que em todas as questões de política externa em que já tocou — as tarifas ao mundo inteiro, o Canadá, a Gronelândia, a faixa de Gaza ou a Ucrânia — ele (Trump) avança como um bulldozer, apresentando soluções e pretensões que, apesar de absolutamente insólitas e agressivas, são prudentemente levadas em conta e suavemente contestadas pelas potenciais vítimas de tais ideias. Até o Hamas pia baixinho quando ele se propõe “tomar conta” de Gaza e redesenhar o mapa da Palestina sem palestinianos! É a estratégia da ameaça e da intimidação, de quem nada se importa em ofender amigos ou perder aliados. Na tal expedição punitiva que enviou à Europa no final da semana passada, o exemplo acabado desta política externa, chamemos-lhe assim, foi o discurso insultuoso que o fedelho presumido J. D. Vance dirigiu aos líderes europeus sentados à sua frente e, por extensão, a todos os europeus, tendo suscitado apenas uma tímida reacção do chanceler Scholz, que, por acaso, está de saída. De resto, passando também por Pete Hegseth, secretário da Defesa, e Keith Kellogg, enviado especial para a Ucrânia, a Casa Branca fez questão de deixar bem claro o desprezo a que vota a Europa e os seus líderes. Do ponto de vista americano, nas conversações de paz para a guerra da Ucrânia, não só os ucranianos não fazem falta à partida, como os europeus não têm nada a ver com o assunto: como explicou Kellogg, podem dar sugestões desde que não venham com queixinhas por não terem lugar à mesa.
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Dialética
Mas acontece que eu sou triste...
No Observador
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Durante mucho tiempo
estuve allí esperando
(un poco bobo, ahora lo veo)
Te esperé como nadie
te esperara,
por bares habituales
y cines cómplices,
por los jardines
de un parque que era un campo franciscano
(o eso creo).
Te esperé bajo la lluvia
(danzando sin cesar)
por plazas céntricas y esquinas ávidas,
era una espera solo
(y me moría).
Sin esperanza ni convencimiento
partí muy de mañana
(la del alba sería)
—una manguera terca y sindical
baldeaba la calle—
dejando mis cuidados
—daba igual—
entre las manos frías y durmientes
de una ciudad heroica y displicente.
José Luna Borge
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Se bem compreendi:
"Esta sangrenta guerra a dizimar uma geração de ucranianos" ...
"Conseguir um cessar-fogo para seguir para uma paz duradoura "...
"A minha Administração rompeu com os valores da anterior" ...
"Serei lembrado como fazedor da paz"...
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"A coragem que admiramos do povo ucraniano" ...
"Ninguém quer viver num mundo onde as fronteiras podem ser violadas" ...
"Há aqui uma tragédia humanitária"...
"Medidas de segurança para garantir que não volte a acontecer" ...
"Não é a rendição - Significa a soberania da Ucrânia - temos responsabilidades de garantir segurança para a Ucrânia e a região "...
"Uma paz sólida e duradoura" ...
"Obrigado, Donald, por esta conversação positiva".
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Enfrentar o perigo sem medo, não é coragem, é loucura. Coragem é assumir o medo que dá ver os dois homens com maior poder destrutivo no planeta juntarem-se para nos ameaçar e não nos darmos por vencidos. A História repete-se e o que ela nos diz é que não podemos deixar sem combate os que se dizem amantes da liberdade mas querem apenas sequestrá-la.
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Capitulação vs paz
O que vimos acontecer na Faixa de Gaza e na Ucrânia, mesmo que inicialmente muito elogiado no caso do Médio Oriente, não foi a paz prometida por Trump. O que o presidente dos Estados Unidos apresentou ao mundo foi a capitulação dos mais fracos como oferenda aos agressores e isso não pára a violência. Exércitos poderosos são capazes de subjugar um país, mas não matam o desejo de liberdade dos povos e a resistência não morre. Se expulsarem os palestinianos da Faixa de Gaza ou impuserem o governo dos russos aos ucranianos, devemos esperar que uns e outros se conformem ou que, mesmo sem exército para uma guerra convencional, continuem a lutar para serem donos do seu destino? A paz de Trump aumenta o risco de agressões futuras.
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No Observador
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AfD duplica ? - Alice Weidel já proclama o segundo lugar, e a tocar os 20% ...
O que se esperava, aliás!
Opinião no Observador
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Sobre como uns poucos que não se conheciam mudaram o cenário político do país, liberalizaram as ideias, os costumes, a cultura e a economia, com um blogue chamado O Insurgente. Foi há 20 anos. | |||||||||
Democracy must be something more than two wolves and a sheep voting on what to have for dinner.
- James Bovard