27 de outubro de 2025

Um livro, um poema

 


Puerta en un bosque

Quise domar a la libertad
para hablarle a la naturaleza
de normas ridículamente humanas

Quise volar sobre el orbe
para creerme un ave fénix
de cenizas extremadamente débiles

Y lo que de verdad fui…
fue un iluso soñador que quiso
poner una puerta en un bosque


O passado ensina


 

Leitores do blogue

 Últimas 24 horas


 

Nas capas de jornais




 

Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
João Marques de Almeida

A Rússia está a perder a guerra

A Rússia está a perder a guerra, e Putin sabe. Em Fevereiro de 2022, 

cometeu o maior erro da sua vida política. O grande risco é se 

recorre a armas nucleares para esconder o seu fracasso absoluto.

Fotografia do Colunista
Patrícia Fernandes

A redenção da democracia

Embora pareça responder aos anseios mais íntimos das pessoas, 

o regime democrático é trabalhoso e a maioria não se 

quer envolver em grandes entusiasmos políticos.

Fotografia do Colunista
Paulo Trigo Pereira

ICNF reestruturado sim, extinto não

Acho muito bem que o governo repense o ICNF numa 

perspetiva de reestruturação, mas mantendo 

centralizadas as competências do Estado em matéria de 

conservação da natureza e florestas.

26 de outubro de 2025

Opinião no Expresso

Putin olha para a Ucrânia e a Europa da mesma forma que Pedro, o Grande, olhou para a Suécia durante a guerra de 1700-1721

No domingo, Donald Trump afirmou que um cessar-fogo terminaria rapidamente a guerra da Rússia contra a Ucrânia: “O melhor é deixar as coisas como estão. Podem negociar depois ao longo da linha [da frente]. Vão para casa. Parem de combater e matar gente.” Moscovo depressa rejeitou esta proposta. Terça-feira, Marco Rubio e Sergei Lavrov concluíram que as diferentes posições da Casa Branca e do Kremlin sobre o futuro de Kyiv recomendavam o adiamento da anunciada cimeira de Trump com Vladimir Putin em Budapeste. A guerra russo-ucraniana continuará. Porquê?

O problema de Trump tem sido a sua ignorância histórica, preguiça intelectual e a firme convicção de que a política internacional é coisa simples. Acredita que as relações pessoais, especialmente quando envolvem líderes fortes, permitem obter de forma rápida resultados decisivos. O Presidente dos EUA precisa de manter o apoio de um crescente grupo de senadores republicanos que o acusam de fraqueza perante Putin e de continuar a explorar a possibilidade de reatar relações económicas com a Rússia. Ao mesmo tempo, Washington quer continuar a dar apoio a Kyiv e às principais capitais europeias.

Em circunstâncias normais, tudo isto exigiria imenso tempo, atenção e decisões consistentes de Trump e da sua Administração sobre um tema muito complexo. Tal continua a não acontecer. Washington é a capital dos impulsos e dos ziguezagues.

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23 outubro 2025

Leitores do blogue



 

Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Miguel Morgado

A penúria do Bloco de Esquerda

Intelectualmente falidos, com uma organização 

decrépita e deserta de gente com capacidades 

de liderança, o BE aproxima-se do fim que 

vaticinou aos comunistas.

Fotografia do Colunista
Tiago de Oliveira Cavaco

Abominar aviões

Confesso que gostei quando a pandemia 

de há cinco anos fez o mundo parar e quase 

todos os projectos de viagens arderam. Nessa 

medida, fui um homem feliz no covid. Às vezes 

dá-me uma saudade...

Fotografia do Colunista
André Abrantes Amaral

O problema de António José Seguro

Há 40 anos o país estava a sair de um processo 

revolucionário. Agora está a entrar num processo 

de transformação. Portugal não precisa de 

um Presidente que faça as pazes, mas que 

indique um caminho.

Fotografia do Colunista
Miguel Tamen

Plano Nocional de Leitura (XXXIX)

Tal como as ovelhas são o desespero dos pastores, 

os pensamentos, ou as sensações, metem medo 

à alma. Precisam assim de guardadores.

Nas capas




 

25 de outubro de 2025

Autocracia

 Anne Applebaum


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Nos últimos anos, e por ser conhecedora dos padrões soviéticos, começou a escrever sobre a forma como as forças autocráticas começaram a tirar partido de um mundo cada vez mais interdependente, face ao facilitismo e à complacência dos líderes democráticos, depois da queda do Muro de Berlim. Como recorda em “Autocracia, Inc.”, em 1989, Fukuyama decretou o fim da história; tal como ele, muitos acharam que a democracia liberal chegaria aos pontos mais remotos do globo: “Mais cedo ou mais tarde, todos as vão querer, e não é preciso qualquer esforço em particular para a promover, basta ser paciente, e os benefícios do comércio internacional e da globalização farão o resto.” Ao contrário do que se esperava, foram as autocracias que se espalharam, tirando partido dessa mesma globalização.

É disso que dá conta em “O Crepúsculo da Democracia” e “Autocracia, Inc.”, e é sobre essas práticas autocráticas que tem escrito e falado, nos últimos anos, também a propósito da política do seu país, os Estados Unidos.


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No Expresso  👈👈

Minha culinária


 O tacho hoje é de arroz de bacalhau. 

Dois recortes do EXPRESSO



 

O que fizeres, faz com amor




Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.

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Santo Agostinho, foi um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo, cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental. Foi bispo de Hipona, uma cidade na província romana da África. Escrevendo na era patrística, é amplamente considerado como o mais importante dos Padres da Igreja no ocidente. Suas obras-primas são De Civitate Dei ("A Cidade de Deus") e "Confissões", ambas ainda muito estudadas atualmente.

Os pensamentos de Santo Agostinho giram em torno da fé, da razão, do livre-arbítrio e da busca por Deus, combinando a filosofia grega com a teologia cristã.

Leitores do blogue

 Das últimas 24 horas 






Com um toque de Porto

Gosto de juntar ao abacate um pouquinho de vinho do Porto. 



Opiniões

 No Observador 

Fotografia do Colunista
Djaimilia Pereira de Almeida

A náusea

A náusea talvez venha daquela morte matinal do 

colunista. O texto é público. O mal está feito. 

Dá vontade de sair à rua camuflada de arbusto.



Fotografia do Colunista
Alberto Gonçalves

Jogos sem fronteiras

Descontados casos reais de racismo e xenofobia, 

não era preciso ser racista ou xenófobo 

para prever as consequências desastrosas 

de um êxodo desmesurado.

Fotografia do Colunista
Jaime Nogueira Pinto

Os homens do sistema

Como Afonso Costa foi o símbolo da Primeira 

República e Salazar do Estado Novo, o grande 

símbolo do regime e do sistema, para o bem e 

para o mal, foi e é o Dr. Mário Soares.

Nas capas




24 de outubro de 2025

Paz


 

Visões diferentes


 

Violência


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Há poucos dias, um rapaz de 14 anos foi detido por suspeita de matar a própria mãe, vereadora em Vagos. 

Em Lisboa, uma mulher adulta esfaqueou o pai, ex-presidente do Observatório de Criminalidade Organizada, deixando-o gravemente ferido. Horas depois, escreveu nas redes sociais: "Acho que deixei o meu pai sem olhos." A mulher apresentava sinais de um quadro mental confuso, fazendo referências delirantes que sugerem perturbações psicológicas graves.

Casos separados por quilómetros e idades, mas unidos por um mesmo abismo: o da violência que se instala onde devia apenas caber amor e cuidado. E se a saúde mental não tratada explica parte destes dramas, não explica o padrão crescente de violência de filhos contra pais que atravessa todas as classes sociais.

Não são apenas tragédias familiares; são sintomas de uma fragilidade social. O pai ferido e o filho assassino são as duas pontas do mesmo falhanço — o de uma educação que se perdeu entre o desinteresse e a permissividade, mas também entre a sobrecarga, a falta de apoio e os traumas não tratados.

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No Expresso  👈👈