28 de novembro de 2025

Opina Aguiar Conraria

Nas presidenciais de 2026 o voto deixou de ser sobre afinidades pessoais e passou a ser sobre o desenho do sistema político


Esta semana, no Twitter, Isabel Moreira declarou o seu apoio a Catarina Martins. De acordo com o seu tweet, porque Catarina Martins é uma mulher de esquerda. Sendo Isabel Moreira uma mulher de esquerda, identifica-se com a candidata. Parece normal. Mas Isabel Moreira tem outras responsabilidades. Já foi dirigente e é atualmente deputada do Partido Socialista. Nestas eleições há um candidato que foi líder da Juventude Socialista e do PS e que também foi secretário de Estado, ministro, deputado e eurodeputado pelo PS: António José Seguro. Como, também no Twitter, uma personagem que assina como Zé Gato escreveu: Isabel Moreira sofre de disforia ideológica; é de um partido, mas identifica-se com a candidata de outro.

Isabel Moreira não está sozinha. Está, na verdade, muito bem acompanhada por uma elite que esteve com Costa. Em muitos casos tinham estado antes com José Sócrates. Ou seja, com os adversários internos de António José Seguro. Marta Temido, Augusto Santos Silva, Manuel Pizarro e mais alguns fazem companhia a Isabel Moreira no seu desdém pelo único candidato de esquerda com hipóteses de ser Presidente.

Ou Isabel Moreira (e companhia) não está a ver bem os desafios que temos pela frente ou, o que é mais grave numa deputada da nação, põe os seus odiozinhos de estimação à frente do país (e do partido, mas isso já não é problema meu).

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