As profundezas da humana alma que o escândalo Epstein trouxe à tona são feitas de água suja e de espuma. Afinal, não é preciso muito dinheiro para corromper material e moralmente uma pessoa. Bastam uns presentes. E sexo. Mulheres, muitas mulheres, não só pubescentes, de todas as idades e nacionalidades. Bill Gates, o benfeitor da Humanidade, parece que preferia as russas, e necessitava do sábio conselho de Epstein sobre tratamento de doenças sexualmente transmissíveis. Isto enquanto estava casado, temeroso do contágio conjugal.
Murmura-se que a Rússia ataca o famoso Ocidente, esse paradigma de bons costumes e elevação civilizacional, com mulheres à solta e disponíveis para o contacto e o contrato social. A oeste nada de novo. O que é novo é o modo da corrupção, Epstein exponenciou o conceito. Corrompia e arregimentava com presentes. Não bastavam a ilha tropical e as ninfas deslizando na areia e na sala de massagens, não bastavam os banquetes romanos na mansão de Manhattan e as iguarias selecionadas com a conversação, temos a considerar os presentes. Não bastava a extensa filantropia e a rede intelectual e académica. Toda a gente aprecia presentes. Uns Rolex, carteiras Goyard, malas Prada, camisolas de caxemira e, imagine-se, roupa interior. De excelsa qualidade.
Tudo descrito no “The New York Times”.
O que levaria Epstein a mandar comprar 31 cuecas boxer e 31 camisetas de algodão, modelo Sea Island, tamanho médio, da marca suíça Zimmerli, para oferecer a Woody Allen no aniversário? Total da fatura, 9858 dólares. O homem fazia as contas, apesar da largueza.
O que mostraria a habitual lingerie de Woody Allen para levar Epstein a modificá-la ou oferecê-la? Leva-nos a pensar que ele se fartou de ver Woody Allen em cuecas, para tanta intimidade.
Temos também o probo moralista, o grande teorizador e filósofo das esquerdas planetárias, sempre citado e elogiado, o reputado académico de linguística e professor do MIT, Noam Chomsky. Chomsky e a mulher eram amigos do peito de Jeffrey Epstein, que velava pela fortuna do casal. Epstein presenteava-o com camisolas de caxemira, tamanho XXL porque o grande homem era isso mesmo, grande. E, numa fotografia que desmente os discursos de Chomsky sobre a ignorância da pedofilia e a falta de cabeça, vemos Chomsky em amena conversa com Steve Bannon, com quem manteve diálogo no sentido de ilibar Epstein e enxugar-lhe a reputação a seguir à condenação em tribunal e prisão por abuso de menores. Falta de cabeça? Não, corrupção e amor ao dinheiro. Exit Noam Chomsky.
O pormenor da camisola de caxemira, uma para ele a outra para a mulher, é delicioso. E, para Stephen K. Bannon, vulgo Steve, esse arauto da classe operária, esse inventor do movimento MAGA, cuja corrupção já era conhecida por causa do dinheiro que embolsou das doações para o Muro, o muro da fronteira com o México para quem estiver recordado, Epstein mandou embrulhar quatro sweatshirts com fecho de correr.
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