“A narrativa do judeu como eterna vítima não funciona com as novas gerações”
***
O que posso dizer é que as pessoas se sentem cada vez mais inseguras, muito inseguras. Não é possível prever os próximos dois anos, quanto mais os próximos 20. Por isso, voltam-se para uma voz supostamente forte, o populismo. E dentro dessa voz há dialetos, entre eles o antissemitismo.
***
As grandes ideias, como a tolerância, como a verdade, estão a ser relativizadas. Quem se importa com o que aconteceu há quatro ou cinco anos com os rohingya? Ou há três anos com os uigures? Quem se importa com os sem-abrigo hoje?
***
A reação militar de Israel é absolutamente normal, o que pode ser discutido é a dimensão dessa reação, claro. A autodefesa está no direito internacional, mas só pode ir até certo ponto, e eu ainda não entendi quais os objetivos reais e concretos do Governo de Benjamin Netanyahu. Já se passaram quase três anos, o último corpo já foi encontrado e retirado, então qual é o futuro? Não será, decerto, a Riviera de Trump.
***


Sem comentários:
Enviar um comentário