A família Bórgia (ou Borja) foi uma das dinastias mais poderosas e controversas do Renascimento italiano, originária de Aragão, Espanha. Ficaram mundialmente conhecidos pelo seu domínio implacável sobre o Vaticano, marcado por ambição política, intrigas, nepotismo e alegados crimes como envenenamentos e corrupção.
As figuras centrais do clã incluem:
Rodrigo Bórgia (Papa Alexandre VI): Patriarca da família e eleito Papa em 1492. Usou o seu papado para acumular riquezas e consolidar o poder territorial da Igreja, assumindo publicamente os seus filhos ilegítimos e transformando-os em peças-chave da sua diplomacia.
César Bórgia: Filho de Rodrigo, serviu de inspiração para a obra "O Príncipe", de Maquiavel. Militar brilhante e impiedoso, usou a força bruta e alianças estratégicas para tentar unificar a Itália sob a alçada da sua família.
Lucrécia Bórgia: Irmã de César. Embora frequentemente retratada na cultura popular como uma femme fatale manipuladora e envenenadora, a historiografia moderna a descreve mais como uma peça nos arranjos de casamento do pai e uma mecenas respeitada na sua fase final de vida em Ferrara.
O declínio da família iniciou-se com a morte súbita de Rodrigo em 1503 e o consequente exílio e morte de César em 1507, pondo fim à era de hegemonia Bórgia na Europa.
Wikipédia
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Ainda hoje há famílias cuja ambição e grandeza fazem lembrar...
Se não passam pelo Papado, passam por outras carreiras de muito vasto poder, seja político, financeiro, industrial, tecnológico, mediático...
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E acrescento aqui um pequeno excerto dum artigo do jornal Expresso:
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A morte no caminho
A realidade da morte é, como se sabe, fonte de terror e melancolia, mas também de consolo. Digam o que quiserem das dinastias históricas, mesmo os piores soberanos não podiam governar depois de mortos. Henrique VIII morreu na casa dos 50 anos e César Bórgia mal passou dos 30. Por mais grotescas que fossem, a obesidade mórbida e a sífilis desempenharam o seu papel como agentes de mudança. Se até os maiores tiranos acabam inevitavelmente por morrer, existe sempre alguma esperança de um mundo melhor — ou pelo menos diferente.
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