«Toda a escrita num poema
é uma casa velha
que os sete ventos sacodem;
(…)
O poema deixa sempre uma porta
que arrasta entre pedregulhos,
fogos-fátuos, uivos, máscaras mutáveis do fogo
e velhos artefactos de escritório
que ninguém usa
mas trazem à memória
estranhos sortilégios
de quem dá o nome dos astros
às ferramentas simples
de cada dia.»


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