Que a direita anda amalucada estamos fartos de saber, mas a direita amalucada não pára de nos surpreender. Trump lá fora e Ventura cá dentro apoderaram-se de tal maneira das televisões, das redes e do nosso dia a dia que já é difícil fazerem mexer o ponteiro e a alucinação de Luis Montenegro/2026 a querer copiar Cavaco/1987 também não anima conversas de café. Eis senão quando, esta semana, duas novidades nos convidam a abrir a pestana. A primeira, a criação de um novo partido de direita (mais um?) defendida desta vez em setores conservadores, até ver não passa da 'bolha'. Mas a segunda chegou-nos pela voz de Pedro Passos Coelho, tem potencial popularucho e, se ainda for verdade que dois e dois são quatro, quando Passos ataca os políticos que ficam como "prostitutos sem carácter" e faz um desenho em que encaixa Montenegro (não foi direto, mas todos percebemos) está em linha com os que querem fragmentar ainda mais este lado do espectro político.
A tese do ex-primeiro-ministro é, simultaneamente, simples e brutal. Diz ele [Passos] que "quando, com medo do populismo [de Ventura], o político do mainstream [Montenegro] lhe veste a casaca para evitar que o populismo [Chega] chegue com o voto ao palácio [S. Bento], e resolve então ser mais populista do que o populista, achando ele [Montenegro] – não sendo verdadeiramente populista – que assim evita que o verdadeiro [Ventura] lá chegue, normalmente a História mostra que a coisa não funciona”.
***
Há fortes probabilidades da frase “prostituto sem carácter” dirigida a um político “com comportamentos rurais” não ser uma boa ideia. Nunca se sabe se da São Caetano à Lapa não chegará a Massamá um convite para Pedro Passos Coelho aparecer no Congresso do PSD. É já em junho e bem precisa de matéria.
EXPRESSO 👈👈


Sem comentários:
Enviar um comentário