26 de maio de 2026

Humanidade


Quando um homem simples, padeiro de profissão e pai de 10 filhos se comove ao encontrar duas crianças de três e cinco anos abandonadas numa estrada; quando se comove à frente de todos a contar o que se passou; quando diz que, caso pudesse, ficava com elas, sabemos que há entre nós humanidade e esperança. O que falta ao mundo são homens como Alexandre Quintas. 

COMPAIXÃO

Alexandre Quintas seguia num carro, acompanhado de uma irmã e de um filho de quatro anos, quando viu duas crianças louras na berma da estrada. Travou, já após passar por elas, e fez marcha-atrás... Os miúdos eram franceses e não falavam português e ele pouco ou nada de francês. Levou-as para o trabalho, o seu filho brincou na linguagem universal dos inocentes com os franceses abandonados, que pouco tempo depois lhe chamavam 'ami', amigo. Conseguiu que um filho mais velho contactasse uma médica francesa para, pelo telefone, tentar perceber o que acontecera àqueles dois irmãos. E o que soube foi um murro. Chamou a polícia e a proteção de menores e entregou o caso às autoridades. Mas Alexandre apenas entregou as crianças, não a experiência que viveu, nem as emoções que sentiu, a compaixão que o levou a dizer “se pudesse, ficava com eles”. Quem cria e criou 10, cria 12 e não há limites para a bondade num coração grande. A sua expressão, as suas palavras, a sua simplicidade derrotam o mundo enlouquecido em que vivemos. O seu exemplo faz-nos ter esperança, sem a qual vivemos no inferno.

EXPRESSO  👈👈

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