23 de maio de 2026

Opinião no Expresso

Quero voltar a este tema, porque é um pouco inquietante ouvir tantos “especialistas” ocidentais numa cena clássica da cultura ocidental: a hiperbolização das forças do adversário que depois são colocadas em contraste com a hiperbolização das nossas fraquezas. Já foi assim antes de 1989 em relação à URSS. Depois foi assim em relação ao Japão. Sim, o Japão. A minha infância foi muito dominada pela ideia de que o Japão ia ser a maior potência. E agora estamos a repetir a narrativa com a China: qualquer programa hoje em dia começa e acaba na conversa da China insuperável e por cima do ocidente.

E claro que este erro de cálculo clássico é agravado hoje em dia por dois viés muito específicos do nosso ar do tempo: o antitrumpismo, por um lado, que quer colocar sempre Trump num patamar de humilhação perante os seus rivais, mesmo quando são ditaduras como Irão e China; e o espírito woke, por outro, que quer sempre colocar o ocidente em baixo das outras civilizações.

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