As guerras começam quase sempre envoltas em certezas e terminam mergulhadas em ambiguidades. Sabemos como começam; raramente sabemos como acabam. E, quase sempre, o seu desfecho pouco tem a ver com o que o cidadão comum imagina. A guerra na Ucrânia é um exemplo paradigmático dessa imprevisibilidade.
Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, muitos analistas ocidentais assumiram que estávamos perante uma potência militar esmagadora e que Kiev cairia em poucos dias. Quatro anos depois, o conflito permanece num impasse. A Rússia de Vladimir Putin, é um país económica e militarmente fraco, e um sistema político corrupto.
A campanha russa na Ucrânia tem sido, ao longo destes quatro anos, um enorme fracasso político e militar. Capturar Kiev, o principal prémio para Putin e o seu principal objetivo, foi uma derrota e uma demonstração total da incapacidade e incompetência das suas chefias militares. A Ucrânia tem dado uma incrível demonstração de vontade, coragem e determinação na defesa do seu país e da sua liberdade.
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A geopolítica e a geoestratégia voltam a ser de enorme relevância no desenhar de novos espaços e de novas alianças. O abandono da Europa pelos EUA será um colossal erro histórico da América.
Podem a Rússia e a Ucrânia conquistar a vitória? Não será provável. De ambos os lados há fatores limitativos no empenhamento militar, donde o impasse reinante na guerra. A via negocial é a única solução para pôr um fim no conflito.
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