27 de fevereiro de 2026

Elogio de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa teceu rasgado elogio a Camilo Pessanha.


No centenário da morte de Camilo Pessanha 


Cada palavra de cada poema de Camilo Pessanha procura recolher a essência mais íntima da paisagem e as inquietações mais profundas da condição humana. Tal como Cesário Verde e António Nobre, bastou um único livro para ocupar um dos lugares de maior evidência na literatura portuguesa do seu tempo e de todos os tempos. A descoberta da obra de Camilo Pessanha (1867-1926) começou por se verificar através da colaboração em órgãos da imprensa regional de tiragem reduzida e, fundamentalmente, mediante a permuta de cópias de sonetos e outros poemas enviados de amigos para outros amigos.

Foi assim que chegou ao conhecimento de Fernando Pessoa. É o próprio Fernando Pessoa quem explica numa carta dirigida a Camilo Pessanha: “Decerto que V. Exa. de mim não se recorda. Duas vezes apenas falámos, no (café) ‘Suíço’, e fui apresentado a V. Exa. pelo general Henrique Rosa. Logo na primeira vez que nos vimos, fez-me V. Exa. a honra, e deu-me o prazer, de me recitar alguns poemas seus. Guardo dessa hora espiritualizada uma religiosa recordação. Obtive, depois, pelo Carlos Amaro, cópias de alguns desses poemas. Hoje, sei-os de cor, aqueles cujas cópias tenho, e eles são para mim fonte contínua de exaltação estética.”


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