Operações militares no Irão e na Venezuela, captura em massa de imigrantes ilegais em cidades americanas, com a morte de dois cidadãos estado-unidenses pelo meio, ameaças de invasão da Gronelândia, corte recorde no número de funcionários federais e pedidos de investigações a rivais políticos ao Departamento de Justiça. Os itens do menu de governação de Donald Trump multiplicaram-se desde que regressou à Casa Branca, há cerca de um ano, num teste aos limites da autoridade presidencial.
Enquanto o poder Legislativo assistiu sem intervir - o Partido Republicano detém a maioria em ambas as câmaras do Congresso -, o Judicial ofereceu a resistência prevista sempre que houve incumprimento da lei. Foi o que se passou na passada sexta-feira, em que o Supremo Tribunal anulou dois terços das tarifas comerciais, pilar da política económica desta Administração. Paralelamente, o povo saiu à rua e demonstrou a sua insatisfação, seja na cara dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) ou defronte da residência oficial do chefe de Estado em Washington. As últimas sondagens revelam um líder em apuros, com a taxa de popularidade abaixo dos 40%.
Esta madrugada de terça-feira, em mais um discurso do Estado da União, agora com um recorde de duas horas, Trump quis virar a página e relançar a sua presidência. Os mesmos estudos de opinião indicam que 60% dos americanos consideram que a coesão nacional está comprometida.
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